Entrevista (Síntese informativa)

  Definição

  •   Encontro combinado ou conferência aprazada
  • Declarações que um jornalista obtém de alguém e depois faz publicar em forma de conversa.

Condições de uso

  •  Obter do entrevistado, no mais curto espaço de tempo e o mais claramente possível, informações sobre um tema de interesse.

Características gerais

  •  Comunicação oral com intercâmbio: presença de dois ou mais interlocutores – entrevistador/ entrevistado (celebridade, especialista, pessoa comum)
  • Incidência sobre assunto actual, com interesse, bem conhecido do entrevistado

Estrutura

 1.      Introdução

  1. 2.      Perguntas do entrevistado/respostas do entrevistado

N.B. A entrevista escrita geralmente é precedida de um título e, por vezes, de um subtítulo

 Linguagem

  •  Rigorosa, mas clara, directa e de fácil compreensão
  • Alternância do discurso directo e do discurso indirecto
  • Predomínio da função informativa da linguagem

Papel dos participantes

  •  O entrevistador coloca as perguntas
  • O entrevistado fornece as respostas ou estabelece-se um verdadeiro diálogo com o interlocutor (trocam opiniões, ideias e argumentos)
  • Em ambos os casos, o entrevistado deve compreender a pergunta formulada e responder de maneira directa, clara, concisa e franca
  • Os ouvintes,  a quem se dirige a entrevista, desempenham um papel activo, mas silencioso

Tipos

 Informação: dar a conhecer factos concretos e o desenvolvimento dos mesmos

  • Opinião: incide sobre a análise de um determinado facto, sob pontos de vista diferentes, através de comentários e interpretações sobre o conteúdo e os antecedentes relacionados com determinado tema do interesse dos ouvintes
  • Pessoal: o importante não é o facto em si, mas conhecer a opinião do entrevistado acerca de um determinado tema

Forma  Entrevista livre – conversa solta, no decorrer da qual o entrevistador recolhe elementos biográficos e sobretudo psicológicos sobre o entrevistado.

  • Entrevista dirigida: rigorosamente estruturada e conduzida pelo entrevistador, de acordo com um plano bastante preciso.
  • Entrevista não dirigida: caracteriza-se pela atenção silenciosa do entrevistador. Após a apresentação dos objectivos, deixa o participante exprimir, sem intervir e confiando a ele  o cuidado de descobrir sozinho os diferentes aspectos do problema e suas eventuais soluções.
  • Entrevista semi dirigida: parte-se de um plano, com perguntas livres, mas a partir das respostas do entrevistado outras perguntas são feitas, para aprofundamento, tendo em vista os objectivos.
  • Entrevista provocação: quando se coloca o entrevistado sob o fogo de perguntas incómodas.
  • Entrevista sobre uma pesquisa (necessário questionário)

Preparação da entrevista

 1. Elaboração do Guião da Entrevista: texto que serve de base à realização da entrevista

  •  Definir rigorosamente o tema, objectivo, o tipo e a forma da entrevista
  • Seleccionar o entrevistado
  • Informar-se muito bem sobre o tema da entrevista
  • Ter informações sobre o entrevistado
  • Representar claramente os ouvintes (a sua base sociocultural, o que pretendem saber, a linguagem por eles utilizada, …)
  • Dar a conhecer ao entrevistado o tema e uma ideia geral dos assuntos a serem abordados
  • Redigir as perguntas, de acordo com o tema, colocando-se do ponto de vista do público (o que ele gostaria de saber, as suas expectativas)
  • Redigir as perguntas de modo a evitar confusões, ambiguidades, respostas forçadas
  • Adaptar as perguntas à personalidade e ao nível sociocultural do entrevistado
  • Adaptar as perguntas às exigências da situação (momento da entrevista)
  • Estabelecer o número de perguntas
  • Ordenar as perguntas cronologicamente ou logicamente (de acordo com os objectivos, para obter o máximo de informações: mais geral/menos geral; mais importante/menos importante; mais delicado/menos delicado, …)

2. Preparar-se para adequar e adaptar as perguntas às novas situações, sem perder de vista os objectivos a atingir

3. Tipologia das perguntas

1)      Forma

  • Aberta (livre): o entrevistado responde livremente.

Ex. ” O que pensa da política educativa?”

 

  • Fechada: o entrevistado responde sim ou não.

Ex: “Está de acordo com a política educativa?”

 

  • De resposta múltipla: o entrevistado responde, escolhendo de entre várias possibilidades.
  •  Leque: Ex. “Quais dos seguintes aspectos requerem maior atenção na comunidade?  Indique três problemas que considera mais importantes. “
    • Serviço eléctrico
    • Habitação
    • Educação de adultos
    • Escolas
    • Transportes
    • Bibliotecas
    • Saúde
    • Correios
    • Telefones
    • Mercados
  • De avaliação: com graus de avaliação para um mesmo item

Ex. ” O que pensa da política educativa?”

  •  Aprovação total
  • Aprovação com reparos
  • Posição mal definida (nem sim nem não)
  • Desaprovação em certos aspectos
  • Desaprovação total

 

Ex.: “Interessa-lhe saber o estado das contas da cooperativa?”

Muito – Algo – Pouco – Nada – Não sei

2)      Natureza

De facto: sobre factos concretos (idade, sexo, domicílio, estado civil, nacionalidade, etc.)

De acção: sobre atitudes, decisões, acções realizadas. Ex.: “O Sr. praticou desporto alguma vez?”

 De intenção: o que se faria em certas circunstâncias

Ex.: Em que partido votaria, se houvesse eleições antecipadas?

 De opinião: o que pensa ou opina sobre. “O que pensa da realização de eleições antecipadas?”

 3)      Modo de formulação

 Clareza/ objectividade/ precisão/ concisão/ adaptação ao entrevistado e à situação

  • Nem muito pessoais (o entrevistado não responderá, ou mentirá),  nem muito gerais (a sua resposta será banal)

Realização da entrevista

  •  Apresentar claramente o assunto aos participantes
  • Adoptar uma atitude positiva, aberta (nem condescendente, nem servil)
  • Formular perguntas adequadas ao tema e de acordo com os objectivos previamente definidos
  • Usar linguagem natural, de diálogo, adequada ao interlocutor (idade, estatuto sociocultural, personalidade, etc.)
  • Conduzir a entrevista de modo a levar o entrevistado a revelar aquilo que se pretende
  • Ser flexível, adaptando as perguntas às novas situações: modificar as perguntas, mudar a sua ordem ou fazer perguntas não previstas no questionário, dado que ainda que com o questionário elaborado, a entrevista pode tomar rumo imprevisível
  • Dar ao entrevistado tempo de responder.
  • Ouvir com interesse
  • Não interromper
  • Não discutir as respostas
  • Não revelar o seu pensamento ou influenciar o entrevistado.
  • Controlar a entrevista para não repetir as perguntas e para não deixar que o entrevistado passe a conduzir a entrevista. Se ele sair do tema ou fugir da questão, voltar atrás e insistir de novo
  • Não abandonar uma ideia, passando para outra sem que a primeira esteja clara
  • Reformular as respostas
  • Pedir esclarecimentos quando, por exemplo, o entrevistado usar uma linguagem pouco clara ou demasiado técnica
  • Atentar para a mentira, para os julgamentos sobre as aparências, para o poder de sugestão do observador sobre o assunto
  • Levar em conta as condições materiais, físicas e psicológicas da entrevista
  • Recusar o sensacionalismo
  • Não se incomodar com os agravos do entrevistado
  • Registar as respostas com fidelidade
  • Terminar a entrevista num ponto culminante, com um forte argumento ou com uma conclusão convincente
  • Agradecer ao interlocutor
  • Fazer um balanço no fim

Bibliografia

AMOR, Maria Emília. Didáctica do português. Fundamentos e Metodologia. Lisboa. Texto Editora. 1993.

CRATO, Nuno. (1982). A Comunicação Social. A Imprensa. Lisboa. Editorial Presença. Págs. 141-142

REI, J. E. Curso de Redacção II. – O texto. Porto Editora. 1995. pp.72 – 74; 135 – 139.

SKERATH, Barbara. “A Entrevista”. Deutsche Welle. Ausbildungszentrum. Curso de Notícias e Programas de Actualidade. Tradução de Afonso, Sant’Ana. Julho/Agosto 1991

VANOYE, Francis.. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produção Oral e Escrita. S. Paulo. Martins Fontes. Págs. 163-165

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista

(Síntese informativa)

 

Definição

 

  •  Encontro combinado ou conferência aprazada
  • Declarações que um jornalista obtém de alguém e depois faz publicar em forma de conversa.

 

Condições de uso

 

  • Obter do entrevistado, no mais curto espaço de tempo e o mais claramente possível, informações sobre um tema de interesse.

 

Características gerais

 

  • Comunicação oral com intercâmbio: presença de dois ou mais interlocutores – entrevistador/ entrevistado (celebridade, especialista, pessoa comum)
  • Incidência sobre assunto actual, com interesse, bem conhecido do entrevistado

 

Estrutura

 

  1. 1.      Introdução
  2. 2.      Perguntas do entrevistado/respostas do entrevistado

 

N.B. A entrevista escrita geralmente é precedida de um título e, por vezes, de um subtítulo

 

Linguagem

 

  • Rigorosa, mas clara, directa e de fácil compreensão
  • Alternância do discurso directo e do discurso indirecto
  • Predomínio da função informativa da linguagem

 

Papel dos participantes

 

  • O entrevistador coloca as perguntas
  • O entrevistado fornece as respostas ou estabelece-se um verdadeiro diálogo com o interlocutor (trocam opiniões, ideias e argumentos)
  • Em ambos os casos, o entrevistado deve compreender a pergunta formulada e responder de maneira directa, clara, concisa e franca
  • Os ouvintes,  a quem se dirige a entrevista, desempenham um papel activo, mas silencioso

 

Tipos

 

  • Informação: dar a conhecer factos concretos e o desenvolvimento dos mesmos
  • Opinião: incide sobre a análise de um determinado facto, sob pontos de vista diferentes, através de comentários e interpretações sobre o conteúdo e os antecedentes relacionados com determinado tema do interesse dos ouvintes
  • Pessoal: o importante não é o facto em si, mas conhecer a opinião do entrevistado acerca de um determinado tema


 

Forma

 

  • Entrevista livre – conversa solta, no decorrer da qual o entrevistador recolhe elementos biográficos e sobretudo psicológicos sobre o entrevistado.
  • Entrevista dirigida: rigorosamente estruturada e conduzida pelo entrevistador, de acordo com um plano bastante preciso.
  • Entrevista não dirigida: caracteriza-se pela atenção silenciosa do entrevistador. Após a apresentação dos objectivos, deixa o participante exprimir, sem intervir e confiando a ele  o cuidado de descobrir sozinho os diferentes aspectos do problema e suas eventuais soluções.
  • Entrevista semi dirigida: parte-se de um plano, com perguntas livres, mas a partir das respostas do entrevistado outras perguntas são feitas, para aprofundamento, tendo em vista os objectivos.
  • Entrevista provocação: quando se coloca o entrevistado sob o fogo de perguntas incómodas.
  • Entrevista sobre uma pesquisa (necessário questionário)

 

 

Preparação da entrevista

 

  1. Elaboração do Guião da Entrevista: texto que serve de base à realização da entrevista

 

  • Definir rigorosamente o tema, objectivo, o tipo e a forma da entrevista
  • Seleccionar o entrevistado
  • Informar-se muito bem sobre o tema da entrevista
  • Ter informações sobre o entrevistado
  • Representar claramente os ouvintes (a sua base sociocultural, o que pretendem saber, a linguagem por eles utilizada, …)
  • Dar a conhecer ao entrevistado o tema e uma ideia geral dos assuntos a serem abordados
  • Redigir as perguntas, de acordo com o tema, colocando-se do ponto de vista do público (o que ele gostaria de saber, as suas expectativas)
  • Redigir as perguntas de modo a evitar confusões, ambiguidades, respostas forçadas
  • Adaptar as perguntas à personalidade e ao nível sociocultural do entrevistado
  • Adaptar as perguntas às exigências da situação (momento da entrevista)
  • Estabelecer o número de perguntas
  • Ordenar as perguntas cronologicamente ou logicamente (de acordo com os objectivos, para obter o máximo de informações: mais geral/menos geral; mais importante/menos importante; mais delicado/menos delicado, …)

 

2. Preparar-se para adequar e adaptar as perguntas às novas situações, sem perder de vista os objectivos a atingir

 

 

3. Tipologia das perguntas

1)      Forma

  • Aberta (livre): o entrevistado responde livremente.

Ex. ” O que pensa da política educativa?”

 

  • Fechada: o entrevistado responde sim ou não.

Ex: “Está de acordo com a política educativa?”

 

  • De resposta múltipla: o entrevistado responde, escolhendo de entre várias possibilidades.

 

  • Leque: Ex. “Quais dos seguintes aspectos requerem maior atenção na comunidade?  Indique três problemas que considera mais importantes. ”
    • Serviço eléctrico
    • Habitação
    • Educação de adultos
    • Escolas
    • Transportes
    • Bibliotecas
    • Saúde
    • Correios
    • Telefones
    • Mercados

 

 

 

  • De avaliação: com graus de avaliação para um mesmo item

 

Ex. ” O que pensa da política educativa?”

 

  • Aprovação total
  • Aprovação com reparos
  • Posição mal definida (nem sim nem não)
  • Desaprovação em certos aspectos
  • Desaprovação total

 

Ex.: “Interessa-lhe saber o estado das contas da cooperativa?”

 

Muito – Algo – Pouco – Nada – Não sei

 

2)      Natureza

 

  • De facto: sobre factos concretos (idade, sexo, domicílio, estado civil, nacionalidade, etc.)

 

  • De acção: sobre atitudes, decisões, acções realizadas. Ex.: “O Sr. praticou desporto alguma vez?”

 

  • De intenção: o que se faria em certas circunstâncias

 

Ex.: Em que partido votaria, se houvesse eleições antecipadas?

 

  • De opinião: o que pensa ou opina sobre. “O que pensa da realização de eleições antecipadas?”

 

3)      Modo de formulação

 

  • Clareza/ objectividade/ precisão/ concisão/ adaptação ao entrevistado e à situação
  • Nem muito pessoais (o entrevistado não responderá, ou mentirá),  nem muito gerais (a sua resposta será banal)

 

Realização da entrevista

 

  • Apresentar claramente o assunto aos participantes
  • Adoptar uma atitude positiva, aberta (nem condescendente, nem servil)
  • Formular perguntas adequadas ao tema e de acordo com os objectivos previamente definidos
  • Usar linguagem natural, de diálogo, adequada ao interlocutor (idade, estatuto sociocultural, personalidade, etc.)
  • Conduzir a entrevista de modo a levar o entrevistado a revelar aquilo que se pretende
  • Ser flexível, adaptando as perguntas às novas situações: modificar as perguntas, mudar a sua ordem ou fazer perguntas não previstas no questionário, dado que ainda que com o questionário elaborado, a entrevista pode tomar rumo imprevisível
  • Dar ao entrevistado tempo de responder.
  • Ouvir com interesse
  • Não interromper
  • Não discutir as respostas
  • Não revelar o seu pensamento ou influenciar o entrevistado.
  • Controlar a entrevista para não repetir as perguntas e para não deixar que o entrevistado passe a conduzir a entrevista. Se ele sair do tema ou fugir da questão, voltar atrás e insistir de novo
  • Não abandonar uma ideia, passando para outra sem que a primeira esteja clara
  • Reformular as respostas
  • Pedir esclarecimentos quando, por exemplo, o entrevistado usar uma linguagem pouco clara ou demasiado técnica
  • Atentar para a mentira, para os julgamentos sobre as aparências, para o poder de sugestão do observador sobre o assunto
  • Levar em conta as condições materiais, físicas e psicológicas da entrevista
  • Recusar o sensacionalismo
  • Não se incomodar com os agravos do entrevistado
  • Registar as respostas com fidelidade
  • Terminar a entrevista num ponto culminante, com um forte argumento ou com uma conclusão convincente
  • Agradecer ao interlocutor
  • Fazer um balanço no fim

 

 

Bibliografia

 

AMOR, Maria Emília. Didáctica do português. Fundamentos e Metodologia. Lisboa. Texto Editora. 1993.

CRATO, Nuno. (1982). A Comunicação Social. A Imprensa. Lisboa. Editorial Presença. Págs. 141-142

REI, J. E. Curso de Redacção II. – O texto. Porto Editora. 1995. pp.72 – 74; 135 – 139.

SKERATH, Barbara. “A Entrevista”. Deutsche Welle. Ausbildungszentrum. Curso de Notícias e Programas de Actualidade. Tradução de Afonso, Sant’Ana. Julho/Agosto 1991

VANOYE, Francis.. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produção Oral e Escrita. S. Paulo. Martins Fontes. Págs. 163-165

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista

(Síntese informativa)

 

Definição

 

  •  Encontro combinado ou conferência aprazada
  • Declarações que um jornalista obtém de alguém e depois faz publicar em forma de conversa.

 

Condições de uso

 

  • Obter do entrevistado, no mais curto espaço de tempo e o mais claramente possível, informações sobre um tema de interesse.

 

Características gerais

 

  • Comunicação oral com intercâmbio: presença de dois ou mais interlocutores – entrevistador/ entrevistado (celebridade, especialista, pessoa comum)
  • Incidência sobre assunto actual, com interesse, bem conhecido do entrevistado

 

Estrutura

 

  1. 1.      Introdução
  2. 2.      Perguntas do entrevistado/respostas do entrevistado

 

N.B. A entrevista escrita geralmente é precedida de um título e, por vezes, de um subtítulo

 

Linguagem

 

  • Rigorosa, mas clara, directa e de fácil compreensão
  • Alternância do discurso directo e do discurso indirecto
  • Predomínio da função informativa da linguagem

 

Papel dos participantes

 

  • O entrevistador coloca as perguntas
  • O entrevistado fornece as respostas ou estabelece-se um verdadeiro diálogo com o interlocutor (trocam opiniões, ideias e argumentos)
  • Em ambos os casos, o entrevistado deve compreender a pergunta formulada e responder de maneira directa, clara, concisa e franca
  • Os ouvintes,  a quem se dirige a entrevista, desempenham um papel activo, mas silencioso

 

Tipos

 

  • Informação: dar a conhecer factos concretos e o desenvolvimento dos mesmos
  • Opinião: incide sobre a análise de um determinado facto, sob pontos de vista diferentes, através de comentários e interpretações sobre o conteúdo e os antecedentes relacionados com determinado tema do interesse dos ouvintes
  • Pessoal: o importante não é o facto em si, mas conhecer a opinião do entrevistado acerca de um determinado tema


 

Forma

 

  • Entrevista livre – conversa solta, no decorrer da qual o entrevistador recolhe elementos biográficos e sobretudo psicológicos sobre o entrevistado.
  • Entrevista dirigida: rigorosamente estruturada e conduzida pelo entrevistador, de acordo com um plano bastante preciso.
  • Entrevista não dirigida: caracteriza-se pela atenção silenciosa do entrevistador. Após a apresentação dos objectivos, deixa o participante exprimir, sem intervir e confiando a ele  o cuidado de descobrir sozinho os diferentes aspectos do problema e suas eventuais soluções.
  • Entrevista semi dirigida: parte-se de um plano, com perguntas livres, mas a partir das respostas do entrevistado outras perguntas são feitas, para aprofundamento, tendo em vista os objectivos.
  • Entrevista provocação: quando se coloca o entrevistado sob o fogo de perguntas incómodas.
  • Entrevista sobre uma pesquisa (necessário questionário)

 

 

Preparação da entrevista

 

  1. Elaboração do Guião da Entrevista: texto que serve de base à realização da entrevista

 

  • Definir rigorosamente o tema, objectivo, o tipo e a forma da entrevista
  • Seleccionar o entrevistado
  • Informar-se muito bem sobre o tema da entrevista
  • Ter informações sobre o entrevistado
  • Representar claramente os ouvintes (a sua base sociocultural, o que pretendem saber, a linguagem por eles utilizada, …)
  • Dar a conhecer ao entrevistado o tema e uma ideia geral dos assuntos a serem abordados
  • Redigir as perguntas, de acordo com o tema, colocando-se do ponto de vista do público (o que ele gostaria de saber, as suas expectativas)
  • Redigir as perguntas de modo a evitar confusões, ambiguidades, respostas forçadas
  • Adaptar as perguntas à personalidade e ao nível sociocultural do entrevistado
  • Adaptar as perguntas às exigências da situação (momento da entrevista)
  • Estabelecer o número de perguntas
  • Ordenar as perguntas cronologicamente ou logicamente (de acordo com os objectivos, para obter o máximo de informações: mais geral/menos geral; mais importante/menos importante; mais delicado/menos delicado, …)

 

2. Preparar-se para adequar e adaptar as perguntas às novas situações, sem perder de vista os objectivos a atingir

 

 

3. Tipologia das perguntas

1)      Forma

  • Aberta (livre): o entrevistado responde livremente.

Ex. ” O que pensa da política educativa?”

 

  • Fechada: o entrevistado responde sim ou não.

Ex: “Está de acordo com a política educativa?”

 

  • De resposta múltipla: o entrevistado responde, escolhendo de entre várias possibilidades.

 

  • Leque: Ex. “Quais dos seguintes aspectos requerem maior atenção na comunidade?  Indique três problemas que considera mais importantes. ”
    • Serviço eléctrico
    • Habitação
    • Educação de adultos
    • Escolas
    • Transportes
    • Bibliotecas
    • Saúde
    • Correios
    • Telefones
    • Mercados


 


  • De avaliação: com graus de avaliação para um mesmo item

 

Ex. ” O que pensa da política educativa?”

 

  • Aprovação total
  • Aprovação com reparos
  • Posição mal definida (nem sim nem não)
  • Desaprovação em certos aspectos
  • Desaprovação total

 

Ex.: “Interessa-lhe saber o estado das contas da cooperativa?”

 

Muito – Algo – Pouco – Nada – Não sei

 

2)      Natureza

 

  • De facto: sobre factos concretos (idade, sexo, domicílio, estado civil, nacionalidade, etc.)

 

  • De acção: sobre atitudes, decisões, acções realizadas. Ex.: “O Sr. praticou desporto alguma vez?”

 

  • De intenção: o que se faria em certas circunstâncias

 

Ex.: Em que partido votaria, se houvesse eleições antecipadas?

 

  • De opinião: o que pensa ou opina sobre. “O que pensa da realização de eleições antecipadas?”

 

3)      Modo de formulação

 

  • Clareza/ objectividade/ precisão/ concisão/ adaptação ao entrevistado e à situação
  • Nem muito pessoais (o entrevistado não responderá, ou mentirá),  nem muito gerais (a sua resposta será banal)

 

Realização da entrevista

 

  • Apresentar claramente o assunto aos participantes
  • Adoptar uma atitude positiva, aberta (nem condescendente, nem servil)
  • Formular perguntas adequadas ao tema e de acordo com os objectivos previamente definidos
  • Usar linguagem natural, de diálogo, adequada ao interlocutor (idade, estatuto sociocultural, personalidade, etc.)
  • Conduzir a entrevista de modo a levar o entrevistado a revelar aquilo que se pretende
  • Ser flexível, adaptando as perguntas às novas situações: modificar as perguntas, mudar a sua ordem ou fazer perguntas não previstas no questionário, dado que ainda que com o questionário elaborado, a entrevista pode tomar rumo imprevisível
  • Dar ao entrevistado tempo de responder.
  • Ouvir com interesse
  • Não interromper
  • Não discutir as respostas
  • Não revelar o seu pensamento ou influenciar o entrevistado.
  • Controlar a entrevista para não repetir as perguntas e para não deixar que o entrevistado passe a conduzir a entrevista. Se ele sair do tema ou fugir da questão, voltar atrás e insistir de novo
  • Não abandonar uma ideia, passando para outra sem que a primeira esteja clara
  • Reformular as respostas
  • Pedir esclarecimentos quando, por exemplo, o entrevistado usar uma linguagem pouco clara ou demasiado técnica
  • Atentar para a mentira, para os julgamentos sobre as aparências, para o poder de sugestão do observador sobre o assunto
  • Levar em conta as condições materiais, físicas e psicológicas da entrevista
  • Recusar o sensacionalismo
  • Não se incomodar com os agravos do entrevistado
  • Registar as respostas com fidelidade
  • Terminar a entrevista num ponto culminante, com um forte argumento ou com uma conclusão convincente
  • Agradecer ao interlocutor
  • Fazer um balanço no fim

 

 

Bibliografia

 

AMOR, Maria Emília. Didáctica do português. Fundamentos e Metodologia. Lisboa. Texto Editora. 1993.

CRATO, Nuno. (1982). A Comunicação Social. A Imprensa. Lisboa. Editorial Presença. Págs. 141-142

REI, J. E. Curso de Redacção II. – O texto. Porto Editora. 1995. pp.72 – 74; 135 – 139.

SKERATH, Barbara. “A Entrevista”. Deutsche Welle. Ausbildungszentrum. Curso de Notícias e Programas de Actualidade. Tradução de Afonso, Sant’Ana. Julho/Agosto 1991

VANOYE, Francis.. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produção Oral e Escrita. S. Paulo. Martins Fontes. Págs. 163-165

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista

(Síntese informativa)

 

Definição

 

  •  Encontro combinado ou conferência aprazada
  • Declarações que um jornalista obtém de alguém e depois faz publicar em forma de conversa.

 

Condições de uso

 

  • Obter do entrevistado, no mais curto espaço de tempo e o mais claramente possível, informações sobre um tema de interesse.

 

Características gerais

 

  • Comunicação oral com intercâmbio: presença de dois ou mais interlocutores – entrevistador/ entrevistado (celebridade, especialista, pessoa comum)
  • Incidência sobre assunto actual, com interesse, bem conhecido do entrevistado

 

Estrutura

 

  1. 1.      Introdução
  2. 2.      Perguntas do entrevistado/respostas do entrevistado

 

N.B. A entrevista escrita geralmente é precedida de um título e, por vezes, de um subtítulo

 

Linguagem

 

  • Rigorosa, mas clara, directa e de fácil compreensão
  • Alternância do discurso directo e do discurso indirecto
  • Predomínio da função informativa da linguagem

 

Papel dos participantes

 

  • O entrevistador coloca as perguntas
  • O entrevistado fornece as respostas ou estabelece-se um verdadeiro diálogo com o interlocutor (trocam opiniões, ideias e argumentos)
  • Em ambos os casos, o entrevistado deve compreender a pergunta formulada e responder de maneira directa, clara, concisa e franca
  • Os ouvintes,  a quem se dirige a entrevista, desempenham um papel activo, mas silencioso

 

Tipos

 

  • Informação: dar a conhecer factos concretos e o desenvolvimento dos mesmos
  • Opinião: incide sobre a análise de um determinado facto, sob pontos de vista diferentes, através de comentários e interpretações sobre o conteúdo e os antecedentes relacionados com determinado tema do interesse dos ouvintes
  • Pessoal: o importante não é o facto em si, mas conhecer a opinião do entrevistado acerca de um determinado tema


 

Forma

 

  • Entrevista livre – conversa solta, no decorrer da qual o entrevistador recolhe elementos biográficos e sobretudo psicológicos sobre o entrevistado.
  • Entrevista dirigida: rigorosamente estruturada e conduzida pelo entrevistador, de acordo com um plano bastante preciso.
  • Entrevista não dirigida: caracteriza-se pela atenção silenciosa do entrevistador. Após a apresentação dos objectivos, deixa o participante exprimir, sem intervir e confiando a ele  o cuidado de descobrir sozinho os diferentes aspectos do problema e suas eventuais soluções.
  • Entrevista semi dirigida: parte-se de um plano, com perguntas livres, mas a partir das respostas do entrevistado outras perguntas são feitas, para aprofundamento, tendo em vista os objectivos.
  • Entrevista provocação: quando se coloca o entrevistado sob o fogo de perguntas incómodas.
  • Entrevista sobre uma pesquisa (necessário questionário)

 

 

Preparação da entrevista

 

  1. Elaboração do Guião da Entrevista: texto que serve de base à realização da entrevista

 

  • Definir rigorosamente o tema, objectivo, o tipo e a forma da entrevista
  • Seleccionar o entrevistado
  • Informar-se muito bem sobre o tema da entrevista
  • Ter informações sobre o entrevistado
  • Representar claramente os ouvintes (a sua base sociocultural, o que pretendem saber, a linguagem por eles utilizada, …)
  • Dar a conhecer ao entrevistado o tema e uma ideia geral dos assuntos a serem abordados
  • Redigir as perguntas, de acordo com o tema, colocando-se do ponto de vista do público (o que ele gostaria de saber, as suas expectativas)
  • Redigir as perguntas de modo a evitar confusões, ambiguidades, respostas forçadas
  • Adaptar as perguntas à personalidade e ao nível sociocultural do entrevistado
  • Adaptar as perguntas às exigências da situação (momento da entrevista)
  • Estabelecer o número de perguntas
  • Ordenar as perguntas cronologicamente ou logicamente (de acordo com os objectivos, para obter o máximo de informações: mais geral/menos geral; mais importante/menos importante; mais delicado/menos delicado, …)

 

2. Preparar-se para adequar e adaptar as perguntas às novas situações, sem perder de vista os objectivos a atingir

 

 

3. Tipologia das perguntas

1)      Forma

  • Aberta (livre): o entrevistado responde livremente.

Ex. ” O que pensa da política educativa?”

 

  • Fechada: o entrevistado responde sim ou não.

Ex: “Está de acordo com a política educativa?”

 

  • De resposta múltipla: o entrevistado responde, escolhendo de entre várias possibilidades.

 

  • Leque: Ex. “Quais dos seguintes aspectos requerem maior atenção na comunidade?  Indique três problemas que considera mais importantes. ”
    • Serviço eléctrico
    • Habitação
    • Educação de adultos
    • Escolas
    • Transportes
    • Bibliotecas
    • Saúde
    • Correios
    • Telefones
    • Mercados

 

 

 

  • De avaliação: com graus de avaliação para um mesmo item

 

Ex. ” O que pensa da política educativa?”

 

  • Aprovação total
  • Aprovação com reparos
  • Posição mal definida (nem sim nem não)
  • Desaprovação em certos aspectos
  • Desaprovação total

 

Ex.: “Interessa-lhe saber o estado das contas da cooperativa?”

 

Muito – Algo – Pouco – Nada – Não sei

 

2)      Natureza

 

  • De facto: sobre factos concretos (idade, sexo, domicílio, estado civil, nacionalidade, etc.)

 

  • De acção: sobre atitudes, decisões, acções realizadas. Ex.: “O Sr. praticou desporto alguma vez?”

 

  • De intenção: o que se faria em certas circunstâncias

 

Ex.: Em que partido votaria, se houvesse eleições antecipadas?

 

  • De opinião: o que pensa ou opina sobre. “O que pensa da realização de eleições antecipadas?”

 

3)      Modo de formulação

 

  • Clareza/ objectividade/ precisão/ concisão/ adaptação ao entrevistado e à situação
  • Nem muito pessoais (o entrevistado não responderá, ou mentirá),  nem muito gerais (a sua resposta será banal)

 

Realização da entrevista

 

  • Apresentar claramente o assunto aos participantes
  • Adoptar uma atitude positiva, aberta (nem condescendente, nem servil)
  • Formular perguntas adequadas ao tema e de acordo com os objectivos previamente definidos
  • Usar linguagem natural, de diálogo, adequada ao interlocutor (idade, estatuto sociocultural, personalidade, etc.)
  • Conduzir a entrevista de modo a levar o entrevistado a revelar aquilo que se pretende
  • Ser flexível, adaptando as perguntas às novas situações: modificar as perguntas, mudar a sua ordem ou fazer perguntas não previstas no questionário, dado que ainda que com o questionário elaborado, a entrevista pode tomar rumo imprevisível
  • Dar ao entrevistado tempo de responder.
  • Ouvir com interesse
  • Não interromper
  • Não discutir as respostas
  • Não revelar o seu pensamento ou influenciar o entrevistado.
  • Controlar a entrevista para não repetir as perguntas e para não deixar que o entrevistado passe a conduzir a entrevista. Se ele sair do tema ou fugir da questão, voltar atrás e insistir de novo
  • Não abandonar uma ideia, passando para outra sem que a primeira esteja clara
  • Reformular as respostas
  • Pedir esclarecimentos quando, por exemplo, o entrevistado usar uma linguagem pouco clara ou demasiado técnica
  • Atentar para a mentira, para os julgamentos sobre as aparências, para o poder de sugestão do observador sobre o assunto
  • Levar em conta as condições materiais, físicas e psicológicas da entrevista
  • Recusar o sensacionalismo
  • Não se incomodar com os agravos do entrevistado
  • Registar as respostas com fidelidade
  • Terminar a entrevista num ponto culminante, com um forte argumento ou com uma conclusão convincente
  • Agradecer ao interlocutor
  • Fazer um balanço no fim

 

 

Bibliografia

 

AMOR, Maria Emília. Didáctica do português. Fundamentos e Metodologia. Lisboa. Texto Editora. 1993.

CRATO, Nuno. (1982). A Comunicação Social. A Imprensa. Lisboa. Editorial Presença. Págs. 141-142

REI, J. E. Curso de Redacção II. – O texto. Porto Editora. 1995. pp.72 – 74; 135 – 139.

SKERATH, Barbara. “A Entrevista”. Deutsche Welle. Ausbildungszentrum. Curso de Notícias e Programas de Actualidade. Tradução de Afonso, Sant’Ana. Julho/Agosto 1991

VANOYE, Francis.. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produção Oral e Escrita. S. Paulo. Martins Fontes. Págs. 163-165

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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