Curiosidades sobre a Língua Portuguesa

São incontáveis as curiosidades da língua portuguesa. Eis apenas algumas delas:

1 – A palavra “qualquer” é a única, na língua portuguesa, a formar o plural na parte interna da palavra – quaisquer – e não no final como é normal em todas as palavras que permitem a flexão para o plural.

2 – No emprego do “S” na segunda pessoa do singular apenas do pretérito perfeito dos verbos.

Exemplos. Tomemos como base o verbo “ganhar”

Vejamos como o “S” é empregue na segunda pessoa do singular das demais formas verbais:

Indicativo presente – Eu ganho – tu ganhas

Pretérito imperfeito – Eu ganhava – tu ganhavas

Pretérito-mais-que-perfeito – Eu ganhara – tu ganharas

Futuro do presente: eu ganharei – Tu ganharás

Condicional – eu ganharia – tu ganharias

 

Já no pretérito perfeito…

Eu ganhei – tu ganhaste (sem o “S”, que nesta forma verbal, que nesta forma verbal só é utilizado na segunda pessoa do plural – vós ganhastes

3 – Classificação do verbo Pôr (Com acento para diferenciar da preposição por) quanto à conjugação.

Os verbos, na língua portuguesa, pertencem a uma das conjugações:

Primeira conjugação terminados em AR. Exemplos: Sonhar, falar

Segunda conjugação terminados em ER. Exemplos Correr, comer

Terceira conjugação terminados em ir. Exemplo: Partir, Sorrir

O verbo “pôr” que não se enquadra em nenhuma dessas conjugações (não existe a terminação e “or”, que seria uma suposta quarta conjugação) é classificado como da segunda conjugação (Correspondente à segunda conjugação) porque o verbo pôr, em sua origem latina, era poner, ou seja terminado em er, depois evoluído para por. A mesma classificação é aplicado às formas derivadas do verbo por, como por exemplo: Repor, transpor, compor…

4 – Custas só se usa na linguagem jurídica para designar despesas feitas no processo.

Portanto, devemos dizer: “O filho vive à custa do pai”. No singular.

 

5 – Não existe a expressão à medida em que. Ou se usa à medida que correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que equivalente a tendo em vista que.

 

6 – O certo é a meu ver e não ao meu ver.

 

7 – A princípio significa inicialmente, antes de mais nada. Ex: A princípio, gostaria
de dizer que estou bem. Em princípio quer dizer em tese. Ex : Em princípio, todos
concordaram com minha sugestão.

 

8 – À-toa, com hífen, é um adjectivo e significa “inútil”, “desprezível”. Ex: Esse
rapaz é um sujeito à-toa. À toa, sem hífen, é uma locução adverbial e quer dizer “a
esmo”, “inutilmente”. Ex: Andava à toa na vida.

 

9 – Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: “Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe…”. Mas podemos dizer: “Caso o veja por aí…”.

 

10 – Acerca de quer dizer a respeito de. Veja: Falei com ele acerca de um problema
matemático. Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo
transcorrido, equivalente a faz. Veja: Há cerca de um mês que não a vejo.

 

11 – Não esqueça: alface é substantivo feminino. A alface está bem fresquinha.

 

12 – Algures é um advérbio de lugar e quer dizer “em algum lugar”. Já alhures
significa “em outro lugar”.

 

13 – Mantenha o timbre aberto do o no plural dessas palavras: almoços, bolsos,
estojos, esposos, sogros, polvos, etc.

 

14 – O certo é alto-falante, e não auto-falante.

 

15 – O certo é alugam-se casas, e não aluga-se casas. Mas devemos dizer precisa-se de empregados, trata-se de problemas. Observe a presença da preposição (de) após o verbo. É a dica para não errar.

 

16 – Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Veja: afrouxar, encaixe, feixe, baixa, faixa, frouxo, rouxinol, trouxa, peixe, etc.

 

17 – Ancião tem três plurais: anciãos, anciães, anciões.

 

18 – Só use ao invés de para significar ao contrário de, ou seja, com idéia de oposição.
Veja: Ela gosta de usar preto ao invés de branco. Ao invés de chorar, ela sorriu. Em vez de quer dizer em lugar de. Não tem necessariamente a ideia de oposição. Veja: Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas. (Estudar não é antónimo de brincar).

 

18 – Ainda se vê e se ouve muito aterrisar em lugar de aterrissar, com dois s. Escreva
sempre com o s dobrado.

 

19 – Não existe preço barato ou preço caro. Só existe preço alto ou baixo. O produto,
sim, é que pode ser caro ou barato. Veja: Esse televisor é muito caro. O preço desse
televisor é alto.

 

20 – Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas estão erradas. Deve-se escrever bem-vindo, sempre com hífen.

 

 

21 – Outra dúvida: nunca devemos dizer estadia em lugar de estada. Portanto, a minha estada em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou um dia. Portanto, estada para permanência de pessoas, e estadia para navios ou veículos.

 

Bibliografia

 

Medina, Daniel. Programa da RTC, Língua viva.

 

http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/802472

 

 

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