Retrato de um sonho

Vivia na ilha do Fogo, cidade de São Filipe, uma linda menina de nome Kaylla. Morava com os pais, no Alto de São Pedro, uma zona habitada por pessoas cultas e de boa condição económica.

Kaylla era conhecida como uma menina simpática e a mais bela da localidade. Tinha, pois, cabelos pretos e longos, pele clara, olhos verdes, corpo esbelto que, de acordo o seu admirador, o artista, era o seu segundo violão.
Frequentou os estudos liceais na Escola Secundária Dr. Teixeira de Sousa e concluiu com sucesso. Pois, recebeu diploma e bolsa de mérito e, com isso, vislumbrou no horizonte a projecção do seu sonho de fazer o curso de Engenharia Química e Biológica.

Comemorou esse acontecimento, com muita alegria, na companhia dos pais e amigos, numa recepção, em casa. Foi uma noite sem igual, mas que terminou em lamúrias, porque em breve, se afastariam um dos outros.

Durante as férias de verão, Kaylla preparou-se para o ingresso na univerdade e fixar residência na ilha de Santiago. Os pais muito orgulhosos, ofereceram-lhe uma viagem aos EUA. Ela ficou maravilhada com a oferta e passou lá metade das suas férias. No regresso, trouxe muitos presentes para os amigos e tudo o que achou que precisaria na sua nova vida.

Já era o mês de Outubro, chegara a altura de viajar para a cidade da Praia. Cada vez que se lembrava disso, lágrimas percorriam-lhe a face. Parecia insuportável a dor de deixar tudo para trás, muitas coisas pelas quais ela tinha apego especial: sua melhor amiga, Mirian; seu cão de estimação, Bob; o seu admirador artista; o Mauro.

Os pais estavam tristes e preocupados com a única filha que teria de aprender a viver longe deles e com a sua adptação às novas circunstâncias. No entanto, mesmo que doesse tinha de ser. Numa linda manhã de Sábado, no aeroporto de São Filipe, forçosamente tiveram que dizer adeus e separar-se, com muita tristeza; depois de um longo e apertado abraço.

Kaylla seguiu viagem, contemplando o céu, meditando no conselho dos pais e ansiando pela chegada ao destino.
Desembarcou no aeroporto da Praia e reconheceu logo a tia que a ajudou com as bagagens e a conduziu para a sua nova casa, em Palmarejo – onde residiu durante os anos que se seguiram. Ela instalou-se, a pedido dos pais, no quarto de sua preferência, preparado, a rigor, pela tia.
Inicialmente as saudades da casa paterna eram insuportáveis a ponto de não conseguir comer e dormir direito, mas aos poucos foi-se acostumando.

Embora fosse uma pessoa ocupadíssima com o serviço secular, a tia tirou tempo para lhe ajudar a adaptar-se. Durante uma semana, mostrou-lhe os principais pontos da cidade e a universidade.
A dois dias do início das aulas, kaylla já demonstrava alguma ansiedade em fazer novos amigos e conhecer o ambiente universitário.

Chegou o tão esperado dia! Trajou-se a rigor, como sempre, e acompanhou a tia, que tinha prometido levá-la sempre, de carro, à escola, embora a distância fosse curta.

Chegado ao pátio, a confusão era tanta… nem parecia o mesmo local que tinha visitado antes. Como chegaria à sala? Não fazia ideia.

Como será o primeiro dia como universitária? Que novidades terá para contar aos pais e a Mirian?
O próximo post nos dará conta disso.

Texto produzido por: Tamar Lopes, Izilda Andrade e Flávia Barros
Publicado em 16/05/13, por Jassica Fernandes

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