Tamar Cimpólia Monteiro Lopes

Livro: “Dona Pura e os camaradas de abril”
Editora: Caminho
Género literário: Romance

Este é o título do livro que escolhi para a leitura recrativa quinzenal, da autoria de Germano Almeida, um escritor Caboverdiano. A escolha deve-se ao fato de o seu título ser muito cativante. Embora ainda eu não tenha terminado a leitura do livro, posso afirmar que o conteúdo apresentado realmente, cativa o leitor, na verdade fazendo com que viajemos no tempo e na história da revolução de abril e vivenciar histórias amorosas dos personagens.

No livro, o autor é narrador e personagem, conta-nos da celebração que seu primo, Natal, faz anualmente de 25 de abril de 1974, porém não nessa data, mas a 25 de setembro. Nos dá a conhecer o presente da vida dele e a do primo. Em seguida volta ao passado, à infância deles, a sua separação e como se reencontraram em Portugal. Ali como estudante, o primo lhe ajuda a instalar na casa da dona Pura, que o acolheu muito bem, na verdade como melhor amiga/cofidente.

O narrador refere a vida amorosa do seu primo Natal e a dele bem como a da Dona Pura, mas também com muito destaque aos acontecimentos revolucionários de 25 de abril. Informa-nos a par e passo como é que participaram e vivenciaram os acontecimentos da altura e até certo ponto as repercussões que isso teve em Cabo Verde. Neste momento a narrativa é tensa devido as circunstâncias dos personagens, pois a revolução fora algo que começou subitamente, assim as opiniões eram conflitantes e a desconfiança era forte mesmo entre amigos e familiares (Dona Pura/Firmino; Narrador/Natal…).

Quem é a favor da revolução? Quem se contenta com o salazarismo e apoia a PIDE? Até aqui os personagens desconfiam-se de tudo e de todos. Qual será o desfecho? Qual será o destino da vida amorosa do estudante hospedado na casa de Dona Pura? O Firmino reconciliár-se-á com Dona Pura? Quais das três Anas, o Natal escolherá como esposa? Mas porque o primo dele, o Natal, comemora 25 de Abril em 25 de setembro? Até aqui não nos são reveladas essas informações.

A próxima partilha nos informará sobre as questões levantadas e do clímax desta cativante história.
Escreva um comentário ou faça perguntas a respeito.

Publicado a 09/05/13 por Jassica Fernades
Post de leitura nº1

Desfecho da história da obra de Germano Almeida: “Dona Pura e os camaradas de abril”

Terminei de ler o livro e as questões levantadas já tem resposta. No entanto, é de se referir que algumas das informações não são dadas de forma explícita na obra, dependendo do leitor interpretar, assim algumas das conclusões foram tiradas por mim.

Quanto ao relacionamento amoroso do estudante, ele apaixona-se e enamora-se com muitas garotas durante os estudos e a revolução, por fim acaba por relacionar com aquela que sempre quis, Susana, filha da dona Pura, e esta não gostou.

Embora o estudante e a Dona Pura eram amigos, mantinha em secreto o interesse e relacionamento que tinha desenvolvido pela filha, também era casada. Os acontecimentos de 25 de abril e novas preocupações afastou-o da Dona Pura, até mesmo casaram-se sem dá-la a conhecer, devido a um pedido que não queriam conceder. Casados vieram a Cabo Verde, Susana teve que adaptar, apesar das dificuldades relacionadas com a pobreza do país, acostumou-se.

Dona Pura e Firmino continuam separados e o primo, Natal, casa com Ana Rita (que veio a ser Ana III) filha da Dona Pura e também regressa a Cabo Verde, onde sempre comemora a 25 de setembro os acontecimentos marcantes de 25 de abril. Notei que esta celebração tem razão de ser, pois passaram por momentos marcantes durante esse período que valha a pena sempre recordar.

Após a leitura do livro fiquei fascinada com o interesse dos personagens em relação à revolução, pois na obra Germano Almeida faz um retrato de como cada personagem envolve e luta para a revolução, em especial o estudante, que embora não conhecia o lugar saiu à rua e deu o seu contributo. Cada personagem favorecia a revolução mesmo que não a evidenciasse claramente, a obra é realmente um retrato dos acontecimentos e sentimentos dos personagens em relação à revolução.

O livro contém uma história fascinante, conheça-a melhor assim dará conta de mais pormenores.
Saibam mais lendo o livro:
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Muito obrigada!!!

Postado em 18/05/13,por jassica Feranandes
Post nº 2

Livro: “Amor de perdição”

Para a 4º partilha li o romance “Amor de perdição” da autoria de Camilo Castelo Branco, um escritor de nacionalidade portuguesa. É um romande trágico mas que retrata uma linda história, convido o leitor a conhecê-lo.

Simão Botelho, filho de Domingos Botelho e Rita Botelho apaixona-se por Teresa, filha de Albuquerque. Eram vizinhos inimigos, portanto ambos os pais não aprovariam o namoro. Mesmo assim comunicavam-se através de cartas enquanto Simão encontrava-se ausente nos estudos.

Baltazar, primo de Teresa desconfiava do relacionamento entre os dois. Predendendo casar com Teresa, ele estava disposto a usar todos os meios necessários para acabar com a paixão que ela nutria pelo Simão. Teresa contou isso ao Simão, ficou muito irado e regressou para vigar-se dele. Com auxílio de João da Cruz armaram uma quadrilha para atacar Baltazar e o mataram bem como os seus homens. Em consequência disso Simão ficou ferido e hospedou-se na casa de João da Cruz, e sua filha Mariana cuidava dele.

Tadeu de Alburquerque não queria que a filha cassase com Simão, como consequência a enviaria ao degredo. Queria que a cassase com o primo e este estava interessado pois herdaria os bens. Simão estava decidido a assassinar Baltazar e o fez, à frente da Teresa e outros. Assumiu o acto e estava disposto a arcar com as consequências, mesmo a mais severa, o degredo. Foi para a cadeia e ali Mariana cuidava dele com ternura. Mesmo com poucas chances de sobrevivência e de puder salvar o amor pela Teresa, não aceitou nanhuma ajuda para atenuar a pena e sair da prisão, nem mesmo a ajuda que a sua mãe lhe deu.

Teresa foi ao convento e Simão permanecia preso, mas sempre comunicavam-se por meio de cartas, lamentando esperanças vazias do amor à distância. Mariana apaixonada pelo Simão está disposta a ser sua companheira para ir ao degredo, mais decidida ainda ficara após o assassinato do seu pai, João da Cruz.

Teresa no convento, morre aos poucos por causa do amor que sentia pelo Simão. Devido a impossibilidade de viver esse amor e saber do cruel destino que ambos destinava-se  manda uma carta de despedida ao Simão. Este parte para o degredo acompanhado pela Mariana, mas não chegam lá. Simão morre devido à fraqueza física, causada pela febre e emocional por saber que Teresa tinha morrido, é lançado no mar e Mariana suicida-se lançando-se ali também.

Foi assim o triste desfecho da história, realmente foi amor de perdição.

Postado em 10/06/13, por Jassica Fernandes

post de leitura nº 3

Obra: Xaguate

Autor: Teixeira de Sousa

Xaguate propõe como tema central, o fenómeno do regresso à ilha natal de emigrantes enriquecidos, recriando um passado mais recente, o período da pós-independência. O autor faz uma análise da evolução da sociedade foguense na primeira metade do século XX.

Trata-se de um romance, que como diz o sinopse do livro, é de uma realidade transformada e dum homem que também por ela se vai transformando. A personagem principal do romance é um emigrante da América, Benjamim da Costa. De volta à terra natal pela primeira vez, após cinquenta anos ausente da sua terra. Reencontra com os familiares e conhecidos. Como abastado pretende empreender-se na reconstrução do sobrado dos seus antepassados, querendo mudar a arquitetura acrescentando mais um piso à casa. Essa idéia não tinha sustentabilidade, porque a ilha vivia num outro período que Benjamim não percebia. Antes de emigrar o sobrado era figura de posição social, em especial, os de vista para o mar, mas isso ficara no passado, de modo que, a ideia de reconstruir um sobrado não era apoiado pelos familiares e amigos. Porém, estava determinado a fazer isso.

Conheceu o sobrado de uma classe social elevada na altura de sua adolescência, onde morava Cristalina, por quem era apaixonado. Reencontrou-a e quis casar-se com ela, mas esta não queria pois, julgava não estar na idade para tal. Esta ideia não agradou os familiares, em especial a Mimi, esposa do seu irmão António. É que Cristalina continuava com os hábitos de considerar-se superior a outros e exigia-se ser bem servida. A todo o custo Benjamim estava determinado a viver o amor que sentia por ela. Assim, negociou e comprou o sobrado que era dos pais da Cristalina e reformou-a para irem morar juntos, o que a agradou muito.

Mandou vir um toyota dos Estados Unidos, que exibia muita exuberância. Era útil para passear, em especial para visitar a amada Cristalina. Reformou o sobrado e Cristalina veio de Cerradinho residir em São Filipe, pois estavam noivos. Acontece porém, que o climax do amor que sentia por ela não foi completamente correspondido. Havia conhecido uma mulher à algum tempo atrás, reencontraram-se e enamoraram-se e é com esta cena que o romance termina.

Para informações mais precisas e detahadas  leia e conheça o livro na integra:

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postado em 01/07/13, por Jassica Fernades

post nº 4

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