O QUE NÃO MAIS EXISTE

Agora não, agora não está no cativeiro

Como um bando de pássaros voa mato adentro

Um ledo sentimento esconde-se aqui dentro

Óh! Que poderia haver de mais verdadeiro?

 

É o Sol da aurora. É o seu radiar

Traz brilho ao raiar matinal

Meu éter leva-me a dor no vendaval

Até onde não posso ver, pois não consigo me distanciar

 

Já me sinto verdadeiramente eu, completamente

As ondas mansas quebram quietamente

E levam serenamente a minha dor!

 

Para lá, o mais além, no horizonte

Para tão longe como o nascente é do poente

As espumas são refrigério à minha alma sem pudor.

 

Que traz-me a condição perfeita que pertence à liberdade

Já não está cativo. A corrente alguma vez estivera preso sem liberdade?

Não. Por isso eu também sou o que ela é: Livre

Levando-me a dor e trazendo-me a liberdade, sempre.

                                                                                                           Autoria de: Tamar Lopes

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