Curriculum Vitae (Síntese Informativa)

  1. O que significa?

–        Percurso de vida.

–        É um resumo dos teus dados pessoais, da formação académica e profissional, da experiência profissional e das tuas actividades dos tempos livres.

2. Condições de uso

Apresentar-se a um desconhecido, geralmente para conseguir o primeiro emprego ou um novo emprego.

  1. Estrutura (Dados Fundamentais):

a)      Identificação pessoal: nome, data e lugar de nascimento, nacionalidade, estado civil, morada, telefone, telemóvel, e-mail.

b)      Habilitações literárias: referir ano após ano, as habilitações literárias e local onde foram adquiridas, bem como as respectivas classificações.

c)      Situação profissional: a situação em que o candidato se encontra no momento em que redige o curriculum vitae, podendo este precisar a profissão (engenheiro, professor, desenhador…), a função ou serviço (chefe, gerente…), o nome da empresa onde trabalha e, eventualmente, a remuneração que aufere.

d)     Experiência profissional: mencionar, se possível por ordem cronológica, os diferentes empregos ou actividades exercidas (colocar a mais recente no início e assim sucessivamente) e os locais onde as mesmas foram exercidas e estágios frequentados. Caso ainda não se tenha terminado o curso, pode-se  colocar os empregos de férias.

e)      Aptidões e competências pessoais: referir as línguas que se domina e o grau de conhecimento que se tem delas (mau, razoável, bom; falado, escrito), as competências sociais, de organização, técnicas (informática, óptica do utilizador, Word, Excel), artísticas, carta de condução

f)       Outras actividades: informar quanto à ocupação dos tempos livres. No caso de não se possuir qualquer experiência profissional, pode-se mencionar actividades de voluntariado desenvolvidas. Este tipo de informação é tanto mais importante, quanto menor for a experiência profissional.

  1. Regras de ouro:

–        O CV deve ser dactilografado numa folha A4 branca, nada de floreados nem folhinhas de cores;

–        Não ultrapassar 2/3 folhas A4;

–        Os verbos deverão ser utilizados na 3ª pessoa do singular;

–        As siglas deverão ser seguidas pelo seu significado na 1ª vez que são apresentadas;

–        Os acontecimentos devem ser colocados por ordem cronológica (por exemplo a experiência profissional), começando na mais recente e terminando na mais antiga;

–        Só enviar fotografia quando solicitado;

–        Para colmatar a falta de experiência profissional, enfatizar outro tipo de actividades desenvolvidas, que possam revelar o carácter e outras características;

–         Utilizar de palavras positivas, activas;

–        Apresentar o CV com erros ortográficos, rasurado ou pouco legível;

–        Inundar o CV com redundâncias, banalidades ou abundância de detalhes;

–        Amontoar informação;

–        Chamar a atenção dos recrutadores para o domínio insuficiente de uma língua ou de outro género de conhecimento (ex.: conhecimentos razoáveis de…)

  1. Modelos
  • Não existe um modelo de CV ideal, embora existam alguns modelos de Curriculum Vitae, dos quais se apresenta a seguir os três principais.
  • Também não há uma “fórmula mágica” para elaborar o curriculum. Ao escolher o modelo, há que optar por aquele que melhor se adapta ao perfil como candidato, ao fim a que se destina, sem esquecer de cumprir os requisitos pedidos pelo empregador.

1Modelo cronológico: as experiências profissionais são apresentadas em ordem cronológica decrescente. É o modelo mais propício para os profissionais que possuem uma trajectória contínua na sua carreira e/ou com experiências anteriores relevantes, visto que permite uma visão global do seu desenvolvimento pessoal e profissional.

 

2- Modelo Funcional: permite destacar as funções desempenhadas, as experiências e qualificações, dando menos importância à experiência profissional. Este modelo é o ideal para quem tenha alternado períodos de emprego com períodos de desemprego, ou mude de emprego com frequência, ou que está há muito tempo sem emprego e procura reentrar no mercado de trabalho.

 3Modelo Europeu: é o modelo mais utilizado, hoje em dia. Permite apresentar as qualificações e competências de uma forma lógica e coerente. Deve incluir as informações pessoais, a descrição da experiência profissional e dos cursos de educação ou formação frequentados, com a classificação final e a descrição detalhada das competências, adquiridas no decurso da formação, da carreira profissional ou da experiência de vida.

Bibliografia:

ALVES, Clair. A arte de escrever bem. Petrópolis. Editora Vozes. 2005

AFONSO, F. & LOPES, E. Aprender a dominar a escrita. Lisboa. Texto Editora. 1991

MARTINS, M. L. P. Português Comercial. Lisboa. ICALP. 1988

OLIVEIRA, Maria Manuel. Fábrica do Texto. Guia para a produção de diferentes tipos de texto. Lisboa. Arte Plural Edições. 2005.

REI, José E. Curso de Redacção II. – O texto. Porto Editora. 1995. pp. 167-169

SCHLITTLER, J. M. M. Manual prático de redacção profissional. Campinas. Servanda Editora. 2006

SILVA, M.A. L. S. Iniciação à comunicação oral e escrita. Lisboa. Editorial Presença. 1986.

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