“Olhares de saudade”

 

Escolhi o livro dos autores João furtado e Arlete piedade, intitulado “olhares de saudade” em que vou partilhar o II capítulo, O visto e o noivado.

Este livro conta a história da vida dos Cabo-Verdianos na luta para conseguir viajar para Portugal há alguns anos atrás. E nesse capítulo o Jeremias que é o protagonista da história numa manhã como era de habitual levou o carro até a porta da madrinha que ia à Praia juntamente com ele. Entraram no carro e seguiram em direcção à Praia, chegando lá foi directo a Embaixada de Portugal porque queria viajar e procurar um novo rumo na sua vida. Naquela época a emigração era uma questão de honra principalmente para um filho, queria ver a mãe com aquela alegria de atender o telefone no correio e também receber remessas vindas da emigração. Com a guerra colonial Portugal começou a precisar de mãos de obras, então ele via uma forma de mudar a sua vida e a emigração valia tudo naquela época.

Chegando a Embaixada de Portugal foi lhe dada uma lista de requisitos para conseguir o visto, saiu de lá desanimado porque sabia que era difícil, quando ia arrancar o carro um homem do interior do consulado lhe chamou. Disse-lhe que trabalhava no consulado e que iria conseguir o visto se lhe desse 500 mil escudos e como estava empolgado em viajar aceitou logo a proposta. De volta para Assomada estava ele muito alegre, foi visitar a namorada Guidinha que trabalhava com barro juntamente com a amiga Ângela, oficializou o namoro e também pediu a mão de Guidinha em casamento assim se conseguisse viajar a noiva ficava a espera.

Era num sábado quando se reuniu todos os amigos para a grande cerimónia do noivado da Guidinha, com festejos, dança e muita música. No dia seguinte Jeremias esperava pelo homem, e apareceram no dia e na hora combinada depois de muita conversa Jeremias tomou o passaporte e entregou a quantia combinada e falsário certificou que estava tudo certo sem o Jeremias perceber nada de errado, e despediram-se e cada um seguiu o seu caminho mas o Jeremias acabou de ser enganado.

Apreciação

A impressão que eu tirei é que não devemos confiar facilmente numa pessoa desconhecida porque nem sempre as intenções são as melhores ou também ainda que não devemos enganar uma pessoa só pelo facto de saber que esta desesperado para conseguir alguma coisa que tanto quer para tirarmos proveito disso.

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4 thoughts on ““Olhares de saudade”

  1. Eu acho que tens toda razão, porque neste mundo de hoje poucas pessoas merecem confiança, por mais que pensamos que ela seja uma pessoa adorável.

  2. Concordo a Impressão tirada pela Ana Bela, porque enganar as pessoas é um acto muito feio e é pecado, não devemos fazer com os outros aquilo que não gostaríamos que eles façam connosco, e também devemos ser mais cuidadosos com as pessoas estranhas, porque hoje em dia muitas pessoas só aproximam de ti para tirar o máximo de proveito, e quando não restar mais nada vão virar as costas como se nunca o conhecesse. é deste tipo de pessoas que devemos temer.

  3. A minha apreciação é que não devemos aproveitar da fraqueza dos outros, e engana-lo, porque isso é crime.E que existe pessoas esperançosas e acreditam em qualquer tipo de pessoas, por isso devemos ser mais espertas e cuidadosas.

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