“Do Mito à História” de Elisa Andrade em Cabo Verde: Insularidade e Literatura de Manuel Veiga

Descrição: Baseado em poemas de Jorge Barbosa, Pedro Cardoso e no facto de José Lopes ter recorrido a textos de Platão, a autora Elisa Andrade tenta explicar a possível origem das ilhas de Cabo Verde referindo à Atlântida, aos Hespérides e a Poseidon, que dividiu as ilhas em 10 parcelas. A ilha, no entanto, foi abalada e afundou-se ao mar. Com isto, concluiu que “as ilhas de Cabo Verde seriam, portanto, destroços desse misterioso continente (Hespérides) ”. Varias são as suposições do continente referente ao seu conceito e a sua localização.

A autora levanta uma curiosidade referente ao afastamento de Jaime do Figueiredo do projecto de escrita, que mais tarde viria dar à luz à Revista Claridade, por Manuel Ferreira, e explica a razão dizendo que ele queria que o nome da Revista seria “Atlântida”.

Elisa Andrade termina a sua reflexão referindo à obra Contos da Macaronésia falando sobre o que relata e as diferentes inscrições nela instituídas: A primeira sobre os aspectos pictográficos da Macaronésia; a segunda sobre o estado da Macaronésia depois da fúria dos deuses; e a terceira sobre o conflito dos habitantes causado pela cólera e febre-amarela. Finalmente, questiona o período sem história das terras que precedeu a expansão portuguesa.

 

Reflexão: A autora fez uma belíssima reflexão referente à origem das ilhas. Ainda que seja um texto em que a ficção estava presente, nada impede que a autora possa não dizer a possível origem das ilhas. Na verdade, como sabemos nós não sabemos de onde as ilhas apareceram no meio do Atlântico, por isso têm havido muitas teorias que tentam explicar o surgimento das ilhas. Neste texto, pude desenvolver o meu vocabulário e conhecer mais teorias que tentam explicar o surgimento das ilhas. Pude, também, ver que residem, ainda, algumas dúvidas referentes ao surgimento das ilhas de Cabo Verde.

Finalmente, devo dizer que achei interessante saber que a Revista Claridade tinha sido proposto um outro nome, e que por causa de não ser designado por “Atlântida”, que poderia ser uma boa designação, causou o afastamento de Jaime do Figueiredo do projecto, uma vez que não encontrei, durante a leitura que fiz do texto, um motivo plausível para que tal acontecesse. Mas excluindo esse detalhe a leitura foi muito proveitosa, e atraia qualquer leitor curioso que quer pesquisar sobre as nossas ilhas.

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