Aldeia Nova Texto – Névoa

 

O texto fala sobre um bêbado de nome Zé Limão de que pouco se sabe a seu respeito. No início da estória Zé Limão encontra-se deitado no chão, imóvel e inconsciente. Perto dele havia um grupo de homens conversando e um deles, preocupado aproximou-se dele e toca-lhe com o pé para ver se ele estava bem, mas ele não se mexe. Os outros aproximam e tentam acordar-lhe, e pensaram que ele está morto, então um dos homens dá-lhe uma bofetada e logo acorda. Cambaleando ele é até ao passeio e fica sentado ali com a cabeça apoiada contra os joelhos, os homens retornam ao grupo e abandonam Zé Limão pois todos o conheciam “como um bêbado sem eiras nem beiras”. Ele fica encostado à parede até ao noitecer. Um nevoeiro pesado alagou a vila e deixa-o encharcado e só acordou com o barulho de uma carroça. Ele não consegue “ver para lá do braço estendido” porque já é noite e havia muita nevoa. Então ele vai até o meio da vila, e bater a uma porta mas ninguém o atende. Ele estava com fome, pois não comia há alguns dias.

Do escuro da rua ele ouve passos, e aparece um homem vindo na sua direção, ele avança na direção dele cambaleando. Ele agarra o homem pelo casaco e pedi-o dinheiro, o homem assustado leva a mão ou bolso e deixa cair uma moeda. Ao ouvir o som da moeda tinindo no chão, solta o homem e apanha a moeda, ele caminha par o largo onde ele poderia saciar seu desejo de beber. Quando ele chega encontra o largo deserto e escura. Ele volta pelas ruas, apoiando às paredes. Numa rua estreita ele encontra um clube aberto, então sabendo que ia encontrar vinho e pão ele atravessa a rua e entra no clube gritando: “quero vinho, vinho!” Quando grita um homem que estava sentado numa mesa a escrever pulou da cadeira de susto. Ele recompõe-se e começa a rir e chama as outras pessoas que estavam numa outra sala. Zé Limão diz que quer vinho e que ia pagar, então as pessoas riram na sua cara, mas ele não sabia porquê. Pediram que o jogassem para fora, ele decide ir sozinho para fora. Ele volta a cara e pede um bocado de pão, mas eles não percebem o que ele disse. De novo ele cai na noite. Ao perceber a moeda na mão, uma raiva leva-lhe as ultima forças e atira-a fora.

Depois ele atravessa o largo e entra numa quinta que ficava sempre aberto ali ele bebi um pouco de água num poço e dorme ali mesmo.

Autor: Manuel da Fonseca (1942).

Fábio João Martins Dias de Barros.

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