O Sol e o Menino dos Pés Frios

 

Era uma vez uma casa. Muito grande. Com um tecto altíssimo, nem sempre azul. Uma casa enorme onde habitava uma grande família: uma família tão grande que, por vezes, não julgavam os seus membros que se conheciam. E se deviam amar.
Houve um menino que entrou nesta casa estava ela toda branca. No chão tapetes de neve, cristais de água de uma brancura que estremecia. E as próprias árvores escorriam essa brancura. E frio. Iluminava-a uma estrela tão brilhante que, sobre o tecto, parecia que poisava sobre as nossas mãos.

Ora um dia, em que fazia anos em que esse menino entrara nessa casa, outro menino por ela andava com frio. Pelo chão, pelos milhões de cristais, caminhavam os seus pezitos enregelados. Tanto frio que nem podia olhar a estrela brilhante. Nem os milhões de cristais que pisava. O objectivo desse menino naquela casa era só para dizer a palavra amor.

Matilde Rosa Araújo, O sol e o Menino dos pés frios

 

Reflexão:

Esse texto nos dá noção de que esse menino carecia de afectos, alimentação, protecção, carrinho e sobretudo de amor. Posso ainda afirmar que ele fazia parte de crianças abandonadas (menino de rua), visto que estava sozinho, mal vestido, sem eira nem beira e, procurando por amor. Posso acrescentar ainda dizendo que este texto nos ajuda a reflectir seriamente sobre estes fenómenos bastante polémico que é a irresponsabilidade maternal.

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