A Noiva Judia/ Pedro Paixão

A Noiva Judia

Simão durante a sua viagem de Friburgo a Lisboa pensava na mulher dos seus sonhos, Sara. No tempo que eles falavam pelo telefone a três mil quilómetros de distâncias, uma semana depois de terem visto pela primeira vez não era pouco tempo quanto o tempo que restava. Simão mandava-lhe postais em que lhe dizia o seu amor premente. Para Simão Sara era irreal porque os seus olhos eram como pombos. Simão recordava o dia em que ele casava com sara, ele a achegar em casa a espera de ouvir a voz que mais desejava, sara olhando e sorrindo para ele. Simão recordava de sara em Nova Iorque, no dia do natal cheio de frio que até mesmo com luvas os seus dedos pareciam as cores do arco-íris e ele totalmente apaixonado por Sara zangada com o vento e com ele por causa do vento e do firo. Quando entraram no táxi Simão esperava que sara lhe pedisse desculpas, que ela reconsiderasse que ele não era o único responsável pelo frio, mas ela não pediu desculpas ficou calada até chegar ao hotel. Esperavam pelo elevador sem olhar uma vez para ele, Sara entrou no quarto e foi para a casa de banho, Simão ouvia o barulho das águas a cair na banheira imaginando o corpo amado, distante que afastava-se cada vez mais. Simão recordava sara a pentear os cabelos, ele diante do espelho quando sara chegou e perguntando – lhe se tudo correu bem, se o avião tinha chegado sem atraso, ela a dizer-lhe que sim mesmo ele sabendo que o avião nem sequer tinha partido por causa do nevoeiro. Ele percebeu que ela mentia, esforçando a acreditar na mentira dela sem conseguir, com a alma cortada e com cara a sangrar. Simão recordava ele com sete dioptrias em cada um dos olhos e ela a dizer que tinha que sair porque Fernando precisava dela e finalmente Sara falou-lhe que era muito difícil sentir amada por dois homens com uma voz furiosa em que Simão teve dificuldades de reconhecer a dizer que ela faz o que quiser que ela até se ele quisesse podia ficar ali a olha-lo deitado, ela ia fazer o jantar e ficar ali só para o servir que ele era o dono dela e que ela choraria o numero exacto de lágrimas que ele ordenasse embora com todas essas palavras ditas ela foi embora porque ela estava certa de que dois homem a amavam e que ela era livre de fazer o que quisesse.

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