Acta

Aos quinze dias do mês de Maio, do ano dois mil e doze, pelas doze horas e vinte e oito minutos, na sala trezentos e nove da Universidade de Cabo Verde, reuniram-se os alunos de Línguas, Literaturas e Culturas – Estudos Ingleses, da turma do 2º  ano,  em sessão ordinária, presidida por  Hélder Varela com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto um – Informação; Ponto dois – Objectivos da prova de acesso; Ponto três – Preparação dos alunos e Ponto quatro – Critérios de selecção dos alunos.
          Começou por usar a palavra o presidente que informou que as provas de acesso para o próximo ano lectivo, dois mil e doze, dois mil e treze, realizar-se-ão de nove a treze Julho do corrente ano. E as correcções decorrerão de quinze a vinte de Julho e que a publicação dos resultados está prevista para meados de Agosto.
          Seguidamente partiu-se para a discussão de  qual seriam os objectivos das provas de acesso. Em primeiro lugar teve a palavra o colega Anísio Almeida que afirmou que a prova de acesso tem como objectivo trazer à Universidade  alunos com capacidades e competências académicas para realizar uma licenciatura com sucesso. Para ele, se um aluno não é capaz de fazer o teste de acesso para ter uma nota adequada, então esse aluno definitivamente não está apto para entrar na universidade, porque futuramente não será capaz de realizar o seu trabalho de forma eficaz. Posição contestada pela Mara Alves que afirmou que o teste, por ser muito longo, como por exemplo foi o de Inglês, no ano passado, de quatro páginas,  torna difícil a sua realização em apenas duas horas e, consequentemente,  obter uma nota satisfatória.
          A Samira Teixeira que também partilha a ideia de Anísio afirmou que a prova de acesso é importante quando se fala numa selecção de alunos competentes para a universidade, uma vez que não é aceitável ter alunos com fracas capacidades académicas. Não se deve aceitar na universidade um aluno que só vem ter dez para se livrar do exame.
          Para finalizar a discussão deste ponto da ordem de trabalhos, o presidente lembrou que a prova de acesso vem sendo realizada desde os tempos do  ISE, o que lhe confere alguma credibilidade nesta instituição  e alegou que o problema talvez esteja na preparação dos alunos.
          Seguidamente passou-se à discussão do terceiro ponto da ordem de trabalhos: uma adequada preparação dos alunos pré-universitários. Pediu a palavra, em primeiro lugar a Samira que afirmou de forma categórica que há uma falta de preparação dos alunos para a realização  da prova de acesso. No curso de Inglês, por exemplo, no primeiro ano existem alunos que mal sabem elaborar uma frase que envolve outros verbos a não ser os auxiliares já conhecidos no Ensino Secundário.  Ainda, acrecentou que existem na Uni-CV alunos que passam com notas baixíssimas na prova de acesso, continuam com as mesmas notas durante o período de licenciatura, mantendo disciplinas em atraso, o que os leva a demorar  mais tempo para concluir a formação. Na sequência, a Suelly de Pina acrecentou que a prova de acesso é para certificar a preparação do aluno.
          Em seguida, pede a palavra o Anísio que concorda com a Samira e acrescenta que os alunos deveriam ser preparados desde o 7º ano ou pelo menos a partir do 11º ano. Além disso, reforça que os alunos também deveriam ter consciência do que fazer da vida. Porque, não é todo o mundo que nasce para frenquentar a universidade, pois muitos estão mais vocacionados para as áreas técnicas. Assim, propõe que os mesmos ao terminarem o ensino secundário façam uma auto-avaliação  para certificarem se estão aptos para assumirem as responsabilidades de um universitário,  membro activo e engajado no desenvolvimento da nação, porque, caso contrário, estaríamos, futuramente, a confrontar, por exemplo, professores sem interesse  e habilidades para ensinar os nossos filhos.
          Os critérios de selecção dos alunos após a realização da prova de acesso foi o último ponto a ser debatido, tendo em conta que há candidatos que entram até com nota de 1,5 valores. Obteve a palavra em primeiro o Carlos Vieira que afirma que talvez o problema não seja o critério, uma vez que existe uma fórmula para se chegar à nota final.
          Neste ponto discorda a Samira que acha que a prova de acesso é uma perda de tempo com tais métodos de selecção e que deve haver uma nota mínima para que a selecção seja justa.  Para ela é claro que as notas do 3º ciclo são importantes, mas para que serve a prova de acesso se se continuar a aceitar alunos com notas de 5 ou menos? Deisy Fortes também concorda com a Samira, nesse aspecto. E Jailton Pereira afirma que existem alunos que são encorajados  a realizar a prova, uma vez que  não parece ter tanto peso na selecção dos candidatos. A Elisângela Martins por sua vez acha injusto passar muitas horas a estudar para a prova, para ter boa nota, e ser qualificada juntamente com os que tiram notas baixíssimas.
          Não havendo mais nada a ser tratado, quando eram treze horas  e treze minutos, deu-se por  encerrada a reunião da qual se lavrou a presente acta que, depois de lida e aprovada,  será assinada por mim, que a secretariei, e pelo presidente.
 
O secretário                                                                         O Presidente
   Ericssom Lobo                                                              Helder Varela                
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