Primeira

Adalgisa Miranda
 
No âmbito da disciplina da língua portuguesa IV li para a minha partilha o livro escrito por May D’Alençon um Francês cujo nome do livro é “O raposo vermelho”, que escrito especialmente para as crianças, mas não há regras porque é um livro muito divertido e interessante então adultos e jovens podem lê-lo caso se senta atraído por fantasia, imaginação e iniciativa. Características que esse livro contém como ordem. Esse livro foi originalmente escrita em Francês intitulado “RENARD-ROUX”, e traduzido por Ana Moura, o livro foi também o vencedor do “Premio Juventude de 1963”.
Este livro é uma ficção, sobre um raposo de pelo ruivo pelo que mereceu o nome de raposo vermelho, que era um caçador numa aldeia onde nascera. Ele era muito querido por Desejado mais conhecido por Raposinho que como nome diz adora raposos desde a mãe de raposo vermelho que foi morta pelo seu pai adoptivo (o caseiro) por causa do abito de caçar galinhas, coelhos que o casal criavam em casa, o que os fez odiar raposas (a preferência pela caça mesmo estando fartos). Mas tal opinião era inválida para o pequeno Raposinho que depois da morte da mãe do raposo vermelho pegou mais uma vez o recém-nascido para criar. E assim o fez as escondidas do pai caseiro, sô que o raposo vermelho tinha o mesmo abito da mãe e isso o fez ser odiado por todos na aldeia. A sua fama preocupava a todos mas também chamou a atenção de caçadores como O Caçador Inglês (era um caçava animais do tipo por prazer) que juntamente com os seus homens e as pessoas da aldeia foram a caça ao raposo. O raposinho fez de tudo para os deter e o conseguiu. E raposo se encontrava a salvo dos caçadores que chegaram a conclusão que o raposo era muito esperto e invulgar. Com a ajuda de Misérias um pastor e sua esposa o animal encontrava-se á salvo num bosque ali mesmo o Raposinho se surpreendeu ao ver de como o animal estava “…no mesmo sítio de ano anterior, o raposo vermelho executava uma dança leve, cheia da fantasia e de graça.”; “…o Raposo Vermelho saltou, pulou e deu ainda mais reviravoltas no espesso e macio tapete de fetos secos, que mal estavam sob o seu peso. E, como no ano anterior, Desejado não pode resistir ao desejo de pular e dançar com seu amigo Raposo.”. Como esta escrito o raposo encontra-se feliz no campo onde pode caçar sem causar desgostos ao povoado da aldeia ou á família do seu inesquecível amigo Raposinho.  
REFLEXAO: Depois de ler esse livro aprendi que animal nunca perde o seu instinto animal, então não podemos os fazer esquecer os seus instintos mas que conseguimos mostrar a nossa amizade por eles porque afinal são seres vivos. Eu aconselho á leitura desse livro as crianças principalmente acredito que será uma boa fonte de inspiração e aprendizagem. Tenha uma boa leitura.
 
 
 
Deisy  
 
Este livro relata a história de uma rapariga, Luzia, que tinha uma fisionomia de homem, como também foi afamada na sua redondeza de mulher homem pela força que tinha e a sua aparência. Uma mulher batalhadora, órfã do pai, cuidou da doença da sua mãe até que esta recuperar.
  O autor situa as cenas relatando as histórias do Brasil, Ceará, no ano de 1878, que foi marcado como um ano de seca nesta localidade. Luzia não se interessava por nenhum rapaz para namora e só queria fazer amizades, mas um dia o Alexandre, seu amigo, pediu-a em casamento e esta ficando emocionada não o respondeu. Depois deste ter se declarado o amor que sentia por ela, foi preso por ser acusado de ter roubado no armazém onde ele trabalhava. Luzia sabendo da notícia do amigo foi tentar explicar ao juiz que este estava sendo injustiçado por uma causa injusta, como também ela aproveitou o momento para fazer uma denuncia contra o soldado, Crapíuna, que o atormentava com declarações de amor, mas este não o deu valor por não ser crime relações amorosos. Todos os dias a Luzia ia visitar o amigo na prisão consolando – o, mas depois, por causa do ciúmes que tinha de uma rapariga, Gabriela, deixou de visita –lo por esta dizia que teve um relacionamento com o Alexandre . Como a Luzia tinha uma forte atracção por Alexandre, ela fez de tudo para tirar-lhe dali com a ajuda da sua amiga Teresinha. Depois de terem-se descobrido o verdadeiro criminoso, Crapíuna , libertaram o  Alexandre . Por fim a Teresinha encontra a família que a tinha abandonado por causa de um romance que a viveu e como tinha medo do pai não teve coragem de regressar à casa. A Luzia não teve um fim feliz por não ter se casado com o Alexandre e por ser assassinada pelo próprio soldado que a atormentava, Crapíuna.
 
 
Thelma Afonso
 
Cabo verde retalhos do quotidiano é obra de João Lopes Filho, nela ele aborda várias práticas do quotidiano cabo-verdiano com mais relevância na ilha de são Nicolau. Ele aborda desde das práticas de ciclo de vida como, nascimento, noite de sete, casamentos cerimónias fúnebres; sincretismo religioso como romaria, festejos populares cantos as almas e entre outros.
 Sobre a gravidez ele diz que é considerado que para que a saúde da mãe e da criança, a para que esta nasça saudável e tenho uma crescimento normal, a mulher gravida deve subter- se a um conjunto de rituais, durante o período de gravidez ela deve usar roupas largas, nunca comer ovos pois periga da criança nascer com cabeça muito grande o que dificultaria o parto, não pode usar luto nem ir a funerais ou ver cadáveres pois a criança pode nascer morta, quando gravida a mulher não pode baptizar nenhuma criança pois que o filho ou a afilhado morrerá, esta deve manter distante de pessoas com defeitos físicos pois o filho pode nascer com os mesmo defeito; para que o parto decorra na  normalidade a mulher tem que dar  previamente  três voltas a  uma igreja, que tenha fama de milagrosa ; deve ser-lhes satisfeita todos os desejos para que a criança não nasça de boca aberta, entre outos crenças. Chegando a hora de dar luz é chamado a parteira, que normalmente é uma senhora já de idade experiente na área de dar a luz, para aliviar o parto em são Nicolau a mulher gravida usa vapores de infusão de fedagosa e laçaçãozinho. Terminado o trabalho do parto a parteira corta o cordão umbilical do bebé, banha-lhe numa infusão de ervas aromáticas e lhe da o nome. Depois disso começa-se todo um ritual para defesa da criança, pendura-lhe um amuleto dentro de um saquinho ao pescoço, a placenta é enterrada de cabeça para cima para que ela continua a proteger a criança, em algumas ilhas quando cortado o cordão é levada a boca da criança para que a criança sugue gotas de sangues, depois ele é lavado em urina para que fique salvo de feitiços e maus-olhados. O umbigo é curado com terra de parede velha moída, peneirada, misturada com rapé de azeite de purgueira.
 Na noite de sete dia da criança é realizado a cerimonia de guarda cabeça, visto que no sétimo dia de vida é considerado que a e criança esta mais exposta as forças malignas, juntam-se vizinhos e amigos para salvaguardar a vida da mesma, essas para se manterem acordadas cantam, tocam violão, jogam carta e bebem grogue, enquanto a criança dorme  no quarto envolvida na saia que vestia a mãe no dia do parto ainda sem ser lavada, debaixo do travesseiro onde esta dorme está a tesoura que foi utilizada para cortar o cordão umbilical, no telhado da casa é colocada sal para que quando a bruxa vier essa se distrair contando-as e esquecendo assim de comer a crianças.
A cerimónia de casamento é uma celebração importante na vida de uma pessoa pois isso marca a passagem de ciclo, mudança de estatuto o homem passa a ser marido e a mulher passa a ser esposa. Esse estatuto confere-lhes novas posturas socias, mesmo que o marido morra, que a mulher fique viúva ela nunca voltara a ser solteira continua a pertencer o grupo de casadas o mesmo para os homens. Quando o marido morre a mulher para mostrar que ficou sentida deve vestir-se completamente de preto mesmo forrando os brincos de preto, fala baixo, não sai de casa e anda sempre de cara curvada e pode voltar a casar só depois de quinze anos de luto carregado.
É indispensável que no dia do casamento a mulher de prova de virgindade não só ao marido mas a toda comunidade, se tal facto for confirmado é motivo de júbilo até resulta oferta de presentes á mãe da noiva por saber cuidar da filha, caso não for é motivo de chacota. O casamento pode ser efectuado por duas vias, a primeira e a mais recomendável , é a qual o rapaz vai a casa da rapariga acompanhado do pai ou do padrinho e pede a mão da rapariga ao pai da moça, a segunda via o rapaz rapta a moça, alguns dias depois é enviado a casa dos pais da moça uma pessoa amiga de consideração comunicar o rapto, e pedem que recebem a filha e o companheiro se for aceite o pedido eles aparecem por lá, o rapaz pede perdão pelo rapto e aos dois levam uma vida de casado. Em ambas as vias a casamento é aguardado para época de fartura. Para que haja festa rija garantida, todos comem, bebem, dançam e cantam o dia todo. São realizadas duas festas na casa dos pais da noiva e outra na casa dos pais do noivo pois que cada família tem os seus convidados, esses ao comparecerem a festa devem levar presentes aos noivos, que é directamente entrega ao mordomo que no fim da desta presta conta aos donos da festa, o padrinho do casamento deve oferecer aos noivos pelo menos sete presentes diferentes, numa bandeja coberta com toalhas brancas.
É uma obra bastante interessante pois nela é retratada vários rituais relacionados com nossa cultura, que antes tinham toda uma simbologia, mas que hoje estão desfiguradas até mesmo irreconhecíveis, como é o caso da noite se sete que antigamente era realizada com finalidade de todos estarem reunidos para salvaguardar as crianças das forças malignas, as noites de sete hoje em dia não trazem nada a ser parodias. O acto do rapto que antes era realizado agora desvalorizou-se completamente pois uma rapariga pode ser raptada varias vezes por vários moços. O ritual da virgindade não é mais praticado a virgindade perdeu o valor que tinha.  
 
 
 
Jailton Pereira
Lívro: O Alquimista de Paulo Coelho
Este livro narra a história de um jovem pastor chamado Santiago que, após ter um sonho repetido, decide partir em uma longa viagem de Espanha ao Egipto, pois, segundo o sonho, é lá, junto às pirâmides, onde ele irá encontrar um tesouro enterrado. Apesar do seu pai ser contra, ele foi atrás do seu sonho. Ao iniciar sua jornada, ele se vê lançado em uma imprevisível busca por esclarecimento sobre os grandes mistérios que acompanham a humanidade desde o início dos tempos.
Santiago deixa a Andaluzia sua terra natal e parte em busca das areias místicas do deserto egípcio. A sua aventura não se limita a uma mera e longa viagem em busca do tesouro que apareceu no seu sonho: tem também vários acontecimentos e lições de vida que nos ajuda e muito a compreender os mistérios da vida. Ele conhece personagens que têm todas um papel relevante na sua busca, e todas são capazes de o guiar, de uma maneira ou de outra, na direcção da sua demanda pelo tesouro. Só para dar um exemplo, em Marrocos ele encontra um senhor que lhe dá alguns conselhos que posteriormente viriam guiá-lo e motivá-lo a seguir a sua longa e dolorosa jornada. Assim como o senhor tinha pedido, ele os manteve em mente até ao fim da sua missão. A última pessoa que ele encontrou foi um misterioso e enigmático Alquimista, que o ajuda a encontrar o seu glorioso e surpreendente tesouro. O tal alquimista guia-o até as pirâmides do Egipto, mas ele não encontra nada lá. Daí, ele concluiu que o tesouro estava em Espanha na velha igreja onde ele levava as suas ovelhas para pastar.
Apôs a leitura deste livro, concluí que os sonhos podem se concretizar desde que corramos atrás. Eles podem estar à nossa frente porém se não acreditarmos em nós mesmos e não irmos à procura, não o veremos. O simples pode tornar-se complexo, vice-versa, muitas vezes eles podem ser um só.
 
 
 
Elisangela 
 
O livro e sobre a Isabel e Francisca, duas irmãs gémeas que antes estudaram no colégio Redroofs, onde aprenderam a ser egoístas, toleironas, vaidosas e ocas segundo o pai. Nesse colégio só estudam filhos de gente rica onde todos se acham donos do mundo. Os pais decepcionados com as filhas, decide matricula-las numa escola humilde e de boa reputação – colégio de santa clara. Isabel e patrícia não gostaram da ideia pois querem continuar a ser chefes de claque, querem ser consideradas importantes, mas o pai não cede e tem o apoio da mãe.
As gémeas foram estudar para colégio de santa clara, mas a primeira não gostavam de cumprir regras e há ali serias como” as mais novas servem as mais velhas “. As gémeas O’Sullivan estavam entre as mais novas, tiveram problemas com a estalagem logo a primeira. Por mais de uma semana as gémeas continuaram a ter problemas e severas punições por ousarem a desobedecer as ordens. As irmãs O’Sullivan não podiam levar coisas do seu agrado como por exemplo, travesseiros e alguns pertences.
As gémeas começaram a gostar de estar no colégio, o que para a “mademoiselle” acha abominável. Ninguém naquele colégio suportava as duas por estarem sempre a fazer referência ao colégio anterior- Redroofs, mas isso mudou quando elas ajudaram a Catarina (uma colega de quarto) a sair de uma emboscada. As irmãs passaram a ser consideradas grandes companheiras e a partir dai só fizeram coisas agradáveis. E hora de partir e as gémeas não tem vontade de faze-lo, pois estavam finalmente a gostar de santa clara, e como as mesmas disseram “vamos sentir saudades de ti santa clara”.
 
 
 
Missilde Fonseca
 
O livro que partilho tem como titulo: “ O escravo”, de José Evaristo De Almeida. Este, relata-nos basicamente a estória de um escravo de nome João que se apaixona pela sua senhora chamada Maria. A estória começa a falar do escravo João, como é que o seu sentimento pela Maria tornou-se numa verdadeira paixão.
De seguida, fala da Luiza que é a “criada” da Maria, apaixonada do João e também amiga íntima do João. Aproveitando da amizade, Luiza quer saber o que acontece com o João e que faz dele um homem tao triste. João não quer partilhar do sofrimento que carrega por estar amando uma mulher fora do seu” alcance”.
Um certo dia, João invade o quarto da Maria enquanto ela dorme e beija a sua mão. Luiza, ao ouvir o barulho do beijo, acaba por passar mal e nesse momento a Maria acaba por acordar e começa a interrogar o porque da presença do João no quarto dela. Luiza, com o sentimento de amizade e paixão pelo João diz que ele se encontra ali por sua causa, o que por sua vez não é verdade e João acaba por desabafar, fazendo uma linda declaração de amor.
Maria fica nervosa com o facto presente, e decide mandar João embora por não ter que conviver com um escravo que se diz apaixonado e louco de amor por ela. João, perante tal situação, implora à sua senhora que não o mande embora e que é melhor ser morto pelas suas próprias mãos do que viver longe dela (…) A estória continua…
O porquê da minha escolha?
Primeiramente, quero dizer que é uma honra para min estar lendo esse livro, o que foi o primeiro romance do nosso país. Escolhi ler esse livro porque uma das minhas professoras sempre nos motivou a lê-lo.
Gostei imenso, apesar de não ter terminado ainda a leitura, visto que é muito longo e o tempo não deu, o que se nota claramente nesse romance é a tal pequena frase que diz o seguinte: “ Amor proibido, ou amor não correspondido” nota – se claramente o sofrimento da pessoa não correspondida, o que é o caso de muitas estórias verídicas que conheço. Aprendi a dar mais respeito aos sentimentos dos outros, tentar por.se na posição da pessoa para poder sentir o “Sofrimento”.
 
 
 
Anilda Garcia.
 
No mês de maio escolhi um livro da bíblia “livro do apocalipse”. Ha muitas especulaçoes sobre o fim do mundo, por isso, decidi trazer isso para uma reflexão colectiva. O livro do apocalipse e dividido em vinte e dois capítulos. Este livro fala da vinda de Jesus Cristo, ou seja, do dia do julgamento finlal. O começa a referir sobre a mensagem de Jesus Cristo a todas as igrejas sobre a sua vinda, Ele envia uma carta às sete igrejas através do João. Nas cartas diz tudo o que as igrejas fizeram bem, o que fizeram mal, e o que devem fazer para se redimirem dos pecados. Ele também diz todos os olhos o verão, mesmo os daqueles que trespassaram. Depois houve a abertura dos sete selos e foi dito os seus significados. Depois da abertura dos selos, tinha os sete anjos com sete trombetas. Quando primeiro anjo tocou a trombeta, houve chuva de granizo e fogo misturado com sangue. E quando o segundo tocou uma especie de mon tanha de fogo foi lancado ao mar que transformou uma terça parte do mar foi transformado em sangue. Quando o terceiro anjo tocou a tronbeta caiu do ceu uma grande estrela do ceu, e uma terça parte das aguas transformou-se em abstinto e muitos homens morreram. Quando o quarto tocou, foi atingida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, e a terra ficou escura. Quando o quinto anjo tocou a trombeta uma strela do ceu caiu sobre aterra e foi entregue a chave do abismo e as forças infernais torturaram os inimigos de deus. E quando o ultimo anjo tocou a trombeta, houve grandes aclamacoes no ceu e chegou a hora do julgamento final. Esta e a estoria sobre o dia da vinda do senhor. De acordo com este livro o senhor vira fara a sua justiça e apos isso vivira na terra na nova jerusalem, a cidade prometida.
 
 
A impresao que tive, e que acho que este dia esta cada vez mais proximo, porque practicamente tudo o que esta escrita, ja começou a acontecer.
Aproveito para fazer uma pergunta, sera que estamos mesmo proximo de conhecer Jesus Cristo?
 
 
 
 Alexandre Moreira   
 
O livro que estou partilhando convosco intitula-se “Washington Square”, é um romance publicado em 1880 pelo romancista nova – iorquino Henry James. De acordo com o narrador o protagonista é o próprio Henry James, que maneja a pena de modo a chamar a atenção não apenas para o tema, mas também para a forma do texto, coisa surpreendente na época.
 
Do meu ponto de vista, o romance se “divide” em dois momentos; no 1º momento o narrador realça as qualidades de Austin Sloper, um médico que apesar de ser muito rico, devido ao seu casamento com uma bela menina chamada Catherine Haringhton, que lhe trouxera um dote de 10 mil dólares em pleno século XIX, não austentava essa riqueza. Era um homem inteligente, um médico estudioso e respeitado dentro da sua classe, por ser muito bom no que fazia.
 
Do seu casamento com Catherine teve dois filhos, um menino que morrera aos 3 anos de idade, passado dois anos teve uma menina chamada Catherine em homenagem à sua esposa que tinha morrido dias depois de ter dado a luz. Catherine foi uma grande decepção para o médico, porque ele queria um rapaz para lhe ensinar tudo o que sabia, para que mais tarde viesse a ser o seu sucessor.
 
O segundo momento do livro retrata a vida quotidiana da filha do Sr. Sloper, que era uma menina simplória e não tinha a beleza da mãe. O Sr. Sloper não sentia orgulho da filha, achava-a pobre de encanto e sabedoria. Catherine apaixonou-se por um belo rapaz, desempregado de nome Morris Townsend, o pai não gostava do rapaz mesmo achando-o inteligente, porque segundo o médico, ele aproximara da sua filha pelo facto dela ser rica. O médico fez tudo que estava ao seu alcance para que a filha desinteressasse do rapaz, levou-a para Europa, chegou ao extremo de ameaçar em deserda-la; mesmo assim não conseguiu que a filha deixasse de amar o jovem. Porém o jovem desistiu de Catherine, e ela por sua vez se tornou numa solteirona que dava conselhos amorosos aos mais novos. Culpabilizou o pai de a ter transformado naquela pessoa, e que se fosse para comprar um noivo, que comprasse Morris Townsend porque o amava.  
 
A partir desse romance foi feito um filme, ambos de altíssimo nível.
 
Gostei do romance, mas não da atitude do médico, primeiro porque se mostrou ser machista, ele achava que os homens eram mais inteligentes do que as mulheres; segundo porque menosprezava a filha, tinha pena dela, achava-a sem encanto, que nenhum rapaz da sua classe poderia interessar-se pela filha. Acho que não se deve julgar as pessoas pela aparência física, mas sim pelo que elas são e fazem, deve-se sempre dar o benefício de dúvida.
 
 
Janilson
O livro que vou partilhar  “só o amor é real” do autor Brian Weiss.
Dizem que o amor é algo muito maior do que costumamos pensar que seja. De Facto eu pode ter a certeza disso. Pedro e Elisabeth não se conheciam e não tinham nada em comum, excepto o facto de serem ambos jovens e sofrerem de ansiedade e de depressão. Graças ao Dr. Weiss Pedro e Elisabeth tiveram a noção de que estavam ligados um ao outro. Ambos descreviam experiências das mesmas vidas passadas. Seria possível que eles se tivessem amado ao longo de várias vidas e que estivessem agora separados? Será que o amor transcende o mundo físico?
Só o Amor É Real descreve o longo e, por vezes, doloroso processo de a descoberta do amor que as uniu ao longo de séculos. O livro basicamente descreve o reencontro de almas.  Revela uma importante mensagem: que cada um de nós tem uma alma gémea, uma pessoa que nos acompanha ao longo de todas as nossas vidas.
“Tudo é amor… Tudo é amor. Com o amor vem a compreensão e, com ela, a paciência. E então o tempo pára. E tudo é agora.”
 
 
Suelly
 
O livro que li foi ´´ Auto da barca da Índia ´´ de autoria de Gil Vicente. Um conto muito interessante que retrata a vida de uma mulher, Constança, que fica a espera do marido que viajou a busca de melhores condições de vida, e aproveitando da ausência do marido ela começa a trai-lo. A mulher têm uma empregada que tém conhecimento de tudo o que se passa dentro de casa. A empregada fica a saber da traição e começa a chantajar a patroa que se ela lhe recompensar com o dinheiro ela não iria contar ao seu marido o que ela fazia nas costas dele. A Constança aceitou a proposta da empregada e continuou a trair o marido que estava a trabalhar duro para poder lhe mandar o dinheiro. Quando o marido regressa da viagem a Constança mente para ele que ela sofreu muito na ausência dele que não conseguia alimentar e nem dormir durante a noite de tanta preocupação. O marido acreditou em tudo o que ela disse e a empregada conseguiu a sua recompensa que queria pelo silêncio.
 
A minha impressão sobre o livro
O livro retrata exactamente o que está a se passar na sociedade, as pessoas estão a trair uns ao outros, a contar mentiras e a tirar o proveito de situações. As pessoas devem ser honesta, fiel e companheiro. As pessoas não podem nunca mentir e nem chantajar. Hoje em dia há muitas pessoas que precisam saber como tratar os outros, ainda é preciso pessoas honestas neste mundo, quem sabe como respeitar uns aos outros porque só assim é que a mentira pode desaparecer nesse mudo. Este livro está a criticar a sociedade em geral e a apelar pela união entre a sociedade.
 
 
 
Carlos Alberto Gomes Vieira
 
O livro que eu estou partilhando é o romance “O BOM CRIOULO” do autor Brasileiro Adolfo Caminnha que foi publicado em 1895, baseado num facto verídico que escandalizou o Rio de Janeiro no século XIX. Esse livro está dividido em 12 capítulos, e é o primeiro romance do autor.
 
O livro conta a estória de Amaro, que aos dezoito anos ingressa na Marinha, num tempo que a abolição da escravatura não era proclamada. O jovem Amato não queria voltar à fazenda como escravo e embarcou na corveta, onde foi aceito como marinheiro. Sentia saudades dos amigos e da mãe Sabina.
Os oficiais o estimavam pelo caráter bom e modos ingênuos, por isso é que recebeu o apelido de Bom-Crioulo. Ele ganhou fama na Marinha, de negro forte, de puros músculos, embora de caráter ameno. O Amaro andou pelo mundo afora, embarcado a serviço.
Aos poucos, no entanto, durante uma viagem em que fora nomeado gajeiro (encarregado) de proa, pôs-se em contato com a cachaça e ficou violento de tal forma que os colegas o temiam.
Foi nessa viagem que conheceu o Aleixo. Passou a dar conselhos ao rapaz sobre a vida de marinheiro, e que não se metesse em brigas.
Aleixo não saía sua cabeça, e, aproximou-se cada vez mais dele. Tornam-se amantes.
Ao chegar ao Rio de Janeiro, Amaro vai procurar sua amiga Dona Carolina e ali encontra para ele e Aleixo num quartinho aconchegante. Estava muito feliz o bom-crioulo e
durante todo este tempo, levou uma vida absolutamente em ordem. Até os oficiais estranharam a modificação nos modos do Amaro. Com Aleixo também a vida ia certa.
Com o navio atracado, podiam descer a terra sempre e estavam sempre no quartinho. Os três, Amaro, dona Carolina e Aleixo, passavam a formar uma família. Dona Carolina gracejava sobre o romance deles.
Mas Bom-Crioulo começou, de repente, a emagrecer, a achar-se fraco e com dor no peito, esquisitamente sonolento após qualquer esforço. Seu afeto ao menino já não era lúbrico nem tão ardente e confiava que Aleixo jamais se entregaria a outro homem, afinal, há um ano estavam juntos.
O  Amaro foi nomeado para servir em outro lugar, um navio. Amaro não gosta da notícia pois  teria de separar-se do Aleixo, mas se despediu do amante, deixando junto com ele a alma, e uma parte de si mesmo.
Dona Carolina chega ao quarto e ambos começam a conversar. Aleixo lhe diz do desgosto que anda sentindo em relação ao Amaro e aos abusos sexuais dele. Esta declaração acende as esperanças de Dona Carolina que há algum tempo vinha já pensando nisso.
Aqui está formado o triângulo amoroso que culminará na morte de Aleixo.
Uns dias antes, o rapaz tinha visto a portuguesa em camisas ( roupas íntimas) pela porta entreaberta do quarto dela.
E ao voltar do passeio daquela noite em que Amaro não viera para a terra, Aleixo foi surpreendido com a declaração de que dona Carolina queria tê-lo na cama, para si.
Enquanto isso, o Bom-Crioulo não estava feliz novo trabalho, que considerava uma prisão. Ele estava infeliz longe de Aleixo, a quem amava, desejava e que sentia extrema falta.
Amaro foge no escaler das compras e vai à pensão. Depois de esperar inutilmente por Amaro, sai, bebe, briga e tenta voltar ao escaler e é preso. E aceita os castigos da chibata, pensando em Aleixo.
O rapaz, em dia de folga, vai ver dona Carolina, louco de desejo pela portuguesa. Acabam por passar a noite inteira se amando.
O que ambos não sabiam é que Amaro, depois de sofrer uma terrível surra de chibata, tivera que ser hospitalizado.
Passava os dias tristemente a pensar em Aleixo, a recordar os dias felizes que passou ao lado dele, a ver-lhe as formas e os olhos azuis, as carnes brancas. E então, pediu a um funcionário do hospital que escrevesse um bilhete ao rapaz, dizendo que estava ali há cerca de um mês, que viesse vê-lo. Magro e desesperado, pensou em fugir do hospital atrás do rapaz.
Aleixo estava menos inquieto agora, certo de que Aleixo não o alcançaria e sequer o pegaria numa vingança. Divertia com dona Carolina, e exigia que ela acabasse com seus casos com outros homens.
O dia em o bilhete chegou, o Aleixo estava viajando e a dona Carolina fê-lo em pedaços.
No hospital, sem ter a resposta do bilhete e imaginando que tinha sido trocado por outro, Amaro não dormia e ficava desesperado. E numa noite de obsessão e desespero, foge depois de ter recebido notícias de que Aleixo estava muito amigo dos oficiais e que estaria andando com uma rapariga, em terra e levou consigo uma navalha.
Em meio à fuga, enquanto imaginava com quem estaria Aleixo, lembrou-se de repente, de Dona Carolina, mas concluiu que isso nem seria possível. Seguiu direto pra rua da Misericórdia. Foi à padaria perguntar por dona Carolina e por Aleixo, uma vez que o sobradinho permanecia fechado. Durante a procura, soube através de um português que dona Carolina e o Aleixo saíam à noite, levantavam-se tarde todos os dias. Foi quando viu Aleixo sair. Precipitou-se sobre ele, xingando-o, agarrando-lhe o braço de maneira desafiadora. Houve um tumulto, gritos. E quando dona Carolina chegou à janela do dobrado, viu o rapazinho ensanguentado.
Enquanto o Aleixo era levado nos braços por dois marinheiros, já morto à navalhadas, o Bom-Crioulo seguia rua abaixo, preso pelos guardas.
 
Particularmente, eu achei a história muito interessante já que fala de um triângulo amoroso diferente, porque é um triângulo amoroso que envolve homossexuais. Mas por outro lado, mostra uma história de amor muito bonita, que termina de uma forma trágica com a morte de um dos protagonistas, deixando claro que o amor não é tudo, e que não devemos confiar nos nossos parceiros cegamente por a traição está associada ao amor. Fica ainda claro que o amor da vida real está longe de ser o dos contos de fada em que tudo termina bem, porque se vida em si é um problema, imagina os sentimentos que fazem parte dela.
 
 
 
Paulino
 
As personagens
IRACEMA – (lábios de mel) – índia da tribo dos tabajaras, filha de Araquém, velho pajé; era uma espécie de vestal (no sentido de ter a sua virgindade consagrada à divindade) por guardar o segredo de Jurema (bebida mágica utilizada nos rituais religiosos); anagrama de América.
MARTIM SOARES MORENO – guerreiro branco, amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos tabajaras; os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo.
POTI – herói dos pitiguaras,  amigo – que se considerava irmão – de Martim.
IRAPUÃ – chefe dos tabajaras; apaixonado por Iracema.
CAUBI – índio tabajara, irmão de Iracema.
JACAÚNA – chefe dos pitiguaras, irmão de Poti.
 
Iracema de José de Alencar

 Martim e Moacir deixam a costa do Ceará em uma embarcação, quando o vento lhes traz aos ouvidos o nome de Iracema.
 A narrativa retrocede no tempo até o nascimento de Iracema. A personagem é então apresentada “Virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira”. A índia é descrita como uma linda e excelente guerreira tabajara, “mais rápida que a ema selvagem”. Por isso mesmo, sua reação ao avistar o explorador Martim é desferir-lhe uma flechada certeira. Essa é também uma referência à flecha de cupido ou seja do amor, já que, desde o primeiro olhar trocado pelos personagens, se percebe o amor que floresce entre os dois.
Martim desiste de atacar a índia assim que põe os olhos nela. Iracema, por sua vez, parece atirar a flecha por puro reflexo, pois logo depois se arrepende do gesto e salva o estrangeiro, levando-o até sua aldeia.
Martim é recolhido à aldeia pelo pajé Araquém, pai de Iracema, e apresenta-se a ele como um aliado de seus inimigos potiguaras que se perdera durante uma caçada. O pajé o trata com grande hospitalidade e garante hospedagem, mulheres e a protecção de mil guerreiros.
Iracema oferece mulheres a Martim, que prontamente as recusa e revela sua paixão por ela. O amor de Martim é cristão, idealizado. O de Iracema também, mas por motivo diverso: ela guarda o segredo da jurema, por isso precisa manter se virgem. Esse é o estratagema que Alencar utiliza para transpor o amor romântico europeu às terras americanas. Uma índia, criada fora dos dogmas cristãos, não teria motivos para preservar sua virgindade.
Irapuã é o chefe guerreiro tabajara e funcionará, no esquema narrativo da obra, como um antagonista de Martim. Na primeira desavença entre os dois, o velho pajé Andira, irmão de Araquém, intervém em favor do estrangeiro. Iracema pergunta ao amado o motivo de sua tristeza e, percebendo que ele tinha saudade de seu povo, pergunta se uma noiva branca espera pelo seu guerreiro. “Ela não é mais doce do que Iracema”, responde Martim. Irapuã nutre amor não correspondido pela virgem e logo reconhece no português um inimigo mortal.
Iracema conduz Martim ao bosque sagrado, onde lhe ministra uma poção alucinógena. O guerreiro branco delira, e a índia adormece entre os seus braços.
Enquanto isso, Itapuã continua alimentando planos para se livrar do estrangeiro. O amor entre os protagonistas parece impossível de se concretizar, por isso Martim é coagido por Iracema a voltar para sua terra. Caubi, irmão de Iracema, acompanha-os. No caminho de volta, porém, são atacados por guerreiros liderados por Irapuã. Martim, Iracema e Caubi refugiam-se na taba do pajé Araquém, que usa de um truque para salvar o português da ira do chefe guerreiro. Depois o encontro amoroso entre Martim e Iracema, narrado delicadamente pelo autor. Martim está inconsciente por ter ingerido a bebida da jurema e a índia deita ao seu lado. Depois se da a guerra entre potiguaras e tabajaras, onde Martim escapa de seus inimigos tabajaras e une aos vencedores potiguaras. Iracema, porém, se sente profundamente triste pela morte dos entes queridos e não suporta viver na terra de seus inimigos.
O casal se muda então para uma cabana afastada, numa praia idílica. Com eles vai Poti, o grande amigo de Martim. Lá vivem um tempo de felicidade, com a gravidez de Iracema e o baptismo indígena de Martim, que recebe o nome de Coatiabo, ou “gente pintada”. Com o passar do tempo, contudo, o português se entristece por não poder dar vazão a seu espírito guerreiro e por estar com muita saudade de sua gente. A bela índia tabajara também se mostra cada vez mais triste.
Num dia em que Martim e Poti saem para uma batalha, nasce o filho, Moacir. Quando os dois amigos voltam da guerra, encontram Iracema morta. O corpo da índia é enterrado aos pés de um coqueiro, em cujas folhas se pode ouvir um lamento. Daí vem o nome Ceará, canto de sua jandaia de estimação, uma ave que sempre a acompanhava
.Reflexão pessoal
Iracema, por amor a Martim, abandona a família, povo, religião e o seu Deus, para se embarcar em uma viagem amorosa com uma pessoa completamente diferente dela, o que prova que nunca devemos desistir de alguém que amamos por ser diferente de nos, essa diferença e ate certo ponto bom. Ninguém quer se casar com um clone. Há um ditado que diz: “Se um gato esta a afogar, nenhum gato poder salvar o outro mas um cão pode”, esse ditado prova mais uma vez que a diferença e bom. Essa diferença muitas vezes leva ao amor proibido, como no caso do amor entre a Iracema e o Martin, mas esse amor conseguiu triunfar sobre todas as proibições, provando que
as proibições reforçam ainda mais o amor .
 
 
Samira
 
Nome da obra: Eva
Autor: Germano Almeida
Ano de publicação: 2006 pela Ilhéu editora
Para uma melhor compreensão e análise do meu trabalho, tomei a liberdade de dividir o romance em duas partes: A primeira parte, onde um jornalista cabo-verdiano, Reinaldo, viaja á procura dos exilados em Portugal após terem assumido a sua oposição em relação á tomada de independência de Cabo Verde e nunca ter retornado á terra que os viu nascer, esquecidos pelo povo e a segunda parte, a crucial, que desenrola á volta de uma mulher excêntrica, que quebra os padrões tradicionais mantendo um casamento e  duas relações extraconjugais.
Eva, ainda jovem conheceu Luís Henriques e a partir de uma” passeata” em que ambos participaram os seus encontros tornaram-se frequentes. Dessa convivência, Eva adquire novas formas de ver o mundo, começando assim diferente dos ensinamentos da mãe, a olhar para si mesma como um uma mulher dotada de prazeres e imperfeições de entre as quais a infidelidade, ela começa a ser conhecedora de vinhos, homens e a vida no seu sentido mais amplo. Quando chegou a Cabo Verde casou-se com o então juiz, Zé Manuel que segundo Eva era um homem digno de respeito, mas entretanto mantinha relacionamento extra conjugal com o Reinaldo, com quem passava as tardes enquanto o marido trabalhava. Esta porém nunca deixou que o marido com quem teve dois filhos soubesse das suas aventuras. Trinta anos depois Eva reencontra Luís Henriques, que já se encontrava com idade avançada e é visível a indignação desta ao ver o que o tempo havia feito com o seu perfeito amor, aquele homem que ela falava incessantemente com Reinaldo que este até chegou a duvidar da sua existência por causa da perfeição com que Eva o descrevia.
O romance termina voltando ao mesmo assunto ponto de partida: os dois amantes da Eva se encontram “ocasionalmente” num café e Reinaldo ter finalmente conhecido o “tal príncipe Luís Henriques” tenta aborda-lo e após muitas tentativas, finalmente os dois decidem falar da Eva, a mulher que foi fascinada por Luís Henriques durante anos e fascina Reinaldo. Para a infelicidade de Reinaldo, Luís Henrique conta-lhe que eles não eram os únicos amantes de Eva, que esta ia a restaurantes e se relacionava com outros homens desconhecidos.
Essa obra desafia o leitor a ter uma nova visão da questão da desigualdade de géneros criando uma um personagem portadora de um estilo de vida que normalmente seria atribuído a um homem, uma senhora casada, que mantem um romance e outras aventuras com diferentes homens que sabiam do seu matrimónio e ainda assim aceitavam-na como amante e amavam-na, sem ser em momento algum criticada pelo autor. 
 
 

Anísio

Cabo verde retalhos do quotidiano é obra de João Lopes Filho, nela ele aborda várias práticas do quotidiano cabo-verdiano com mais relevância na ilha de são Nicolau. Ele aborda desde das práticas de ciclo de vida como, nascimento, noite de sete, casamentos cerimónias fúnebres; sincretismo religioso como romaria, festejos populares cantos as almas e entre outros.
 Sobre a gravidez ele diz que é considerado que para que a saúde da mãe e da   criança, a para que esta nasça saudável e tenho uma crescimento normal, a mulher gravida deve subter- se a um conjunto de rituais, durante o período de gravidez  ela deve usar roupas largas, nunca comer ovos pois periga da criança nascer com cabeça muito grande o que dificultaria o parto, não pode usar luto nem ir a funerais ou ver cadáveres pois a criança pode nascer morta, quando gravida a mulher não pode baptizar nenhuma criança pois que o filho ou a afilhado morrerá, esta deve  manter distante de pessoas com defeitos físicos pois o filho pode nascer com os mesmo defeito; para que o parto decorra na  normalidade a mulher tem que dar  previamente  três voltas a  uma igreja, que tenha fama de milagrosa ; deve ser-lhes satisfeita todos os desejos para que a criança não nasça de boca aberta, entre outos crenças. Chegando a hora de dar luz é chamado a parteira, que normalmente é uma senhora já de idade experiente na área de dar a luz, para aliviar o parto em são Nicolau a mulher gravida usa vapores de infusão de fedagosa e laçaçãozinho. Terminado o trabalho do parto a parteira corta o cordão umbilical do bebé, banha-lhe numa infusão de ervas aromáticas e lhe da o nome. Depois disso começa-se todo um ritual para defesa da criança, pendura-lhe um amuleto dentro de um saquinho ao pescoço, a placenta é enterrada de cabeça para cima para que ela continua a proteger a criança, em algumas ilhas quando cortado o cordão é levada a boca da criança para que a criança sugue gotas de sangues, depois ele é lavado em urina para que fique salvo de feitiços e maus-olhados. O umbigo é curado com terra de parede velha moída, peneirada, misturada com rapé de azeite de purgueira.
 Na noite de sete dia da criança é realizado a cerimonia de guarda cabeça, visto que no sétimo dia de vida é considerado que a e criança esta mais exposta as forças malignas, juntam-se vizinhos e amigos para salvaguardar a vida da mesma, essas para se manterem acordadas cantam, tocam violão, jogam carta e bebem grogue, enquanto a criança dorme  no quarto envolvida na saia que vestia a mãe no dia do parto ainda sem ser lavada, debaixo do travesseiro onde esta dorme está a tesoura que foi utilizada para cortar o cordão umbilical, no telhado da casa é colocada sal para que quando a bruxa vier essa se distrair contando-as e esquecendo assim de comer a crianças.
A cerimónia de casamento é uma celebração importante na vida de uma pessoa pois isso marca a passagem de ciclo, mudança de estatuto o homem passa a ser marido e a mulher passa a ser esposa. Esse estatuto confere-lhes novas posturas socias, mesmo que o marido morra, que a mulher fique viúva ela nunca voltara a ser solteira continua a pertencer o grupo de casadas o mesmo para os homens. Quando o marido morre a mulher para mostrar que ficou sentida deve vestir-se completamente de preto mesmo forrando os brincos de preto, fala baixo, não sai de casa e anda sempre de cara curvada e pode voltar a casar só depois de quinze anos de luto carregado.
É indispensável que no dia do casamento a mulher de prova de virgindade não só ao marido mas a toda comunidade, se tal facto for confirmado é motivo de júbilo até resulta oferta de presentes á mãe da noiva por saber cuidar da filha, caso não for é motivo de chacota. O casamento pode ser efectuado por duas vias, a primeira e a mais recomendável , é a qual o rapaz vai a casa da rapariga acompanhado do pai ou do padrinho e pede a mão da rapariga ao pai da moça, a segunda via o rapaz rapta a moça, alguns dias depois é enviado a casa dos pais da moça uma pessoa amiga de consideração comunicar o rapto, e pedem que recebem a filha e o companheiro se for aceite o pedido eles aparecem por lá, o rapaz pede perdão pelo rapto e aos dois levam uma vida de casado. Em ambas as vias a casamento é aguardado para época de fartura. Para que haja festa rija garantida, todos comem, bebem, dançam e cantam o dia todo. São realizadas duas festas na casa dos pais da noiva e outra na casa dos pais do noivo pois que cada família tem os seus convidados, esses ao comparecerem a festa devem levar presentes aos noivos, que é directamente entrega ao mordomo que no fim da desta presta conta aos donos da festa, o padrinho do casamento deve oferecer aos noivos pelo menos sete presentes diferentes, numa bandeja coberta com toalhas brancas.
É uma obra bastante interessante pois nela é retratada vários rituais relacionados com nossa cultura, que antes tinham toda uma simbologia, mas que hoje estão desfiguradas até mesmo irreconhecíveis, como é o caso da noite se sete que antigamente era realizada com finalidade de todos estarem reunidos para salvaguardar as crianças das forças malignas, as noites de sete hoje em dia não trazem nada a ser parodias. O acto do rapto que antes era realizado agora desvalorizou-se completamente pois uma rapariga pode ser raptada varias vezes por vários moços. O ritual da virgindade não é mais praticado a virgindade perdeu o valor que tinha.  
 
 
Leisa
 
A leitura do livro que vou partilhar para o mês do Maio é um romance «A viúva virgem» da autoria do escritor Cabo-verdiano António Ludgero Correia.
O romance relata a história da vida de uma menina de nome Maninha que morava em S. Domingos, interior de Santiago, que casou-se muito cedo e pouco tempo depois o marido morreu. Apesar de beneficiar da riqueza que o marido deixou, a donzela permaneceu viúva e virgem ao mesmo tempo, e como que não bastasse vivia sob a total vigilância de uma madrinha insuportável de nome Manadona.
Como amiga ela tinha a Lena, uma costureira caseira, com quem segredava os seus sentimentos, mas a Manadona não gostava nada daquilo. Com o tempo e depois de 10 anos do falecimento do marido a Maninha conheceu o Samuel, negociador de reses (gados) que morava em Vila Nova- Praia e era fiel amigo da Manadona, mas mesmo assim apaixonaram-se um pelo outro. Samuel vivia com as duas filhas temperadas, Isabela e Zizi, e a Ana que era a sua empregada que ajudava nos afazeres domésticos porque as filhas não sabiam fazer quase nada a não ser correr atrás dos namorados.
Era no mês do Maio e as festas não paravam, pois a Manadona tinha que passar o 13 de Maio em Assomada com os familiares e amigos, mas o que a temia era deixar a Maninha sozinha sob os olhares dos malandros que por lá passeavam. A Lena e a Maninha encorajaram a madrinha que fosse porque, às escondidas, já tinham o plano feito para o Samuel passar a noite do dia 12 em S. Domingos. A Manadona foi para a festa de véspera bem cedinho e a Maninha estava no preparo dos arranjos para a noite que seria mais especial na vida dela, pois já completava 31 anos de idade e nenhum homem a «conhecia». Depois de a madrinha deixar a casa começou o chuvisco que ao entardecer tornou num verdadeiro dilúvio e os apaixonados encontravam-se muitos aflitos.
A Isabela não teria de encontrar com o namorado e o pai não teria de encontrar com a viúva virgem em S. Domingos à noite. Isabela e Zizi estavam chateadas no quarto quando ouviram uma grande trovoada acompanhada de relâmpago e correram para o colo do pai que não conseguia nem pregar o olho porque o orgasmo estava à flor da pele. Sem dar conta, dormiram todos juntos na mesma cama e o Samuel pôs-se a ter sonhos eróticos com a Maninha. Em S. Domingos acontecia o mesmo porque a Maninha acabou por dormir esperando pelo Samuel e teve o mesmo sonho. Ao acordar já tinha amanhecido e o Samuel deparou com o quarto cheio de vizinhos e gritos da Zizi e ao olhar ele estava nu em cima da sua filha Isabela. Em vez de tirar a virgindade à Maninha ele acabou por violar a sua própria filha e sem poder encarar ninguém ele se matou e a Maninha teve derrame cerebral quando ouviu e viu que o Samuel se encontrava morto e que na noite passada era tudo um sonho.
Impressão sobre a leitura: Depois de terminar a leitura tirei a conclusão de que devemos valorizar cada dia da nossa vida e não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje porque amanhã não chega nunca. A Maninha esperou pelo momento certo e acabou por «matar» mais um homem da sua vida e continuou com a maldita virgindade ferrugenta.
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