Segunda

Janilson Semedo
 
A leitura que vou partilhar para o mês de Junho e um conto intitulado O Espelho de Machado de Assis. O conto é sobre um homem falando de sua opinião sobre a alma humana num grupo de amigos que realizam discussões metafísicas. Ele descreve uma situação de sua juventude onde, após ter sido engrandecido pelo recém-conquistado posto de alferes, encontra-se sozinho. Solitário, passa a ter medo até a que um dia veste-se com seu uniforme de alferes e encara o espelho, encontrando assim o outro lado de sua alma (sua opinião é que temos duas almas, uma externa que nos vigia e a nossa que vigia o exterior). Isso retira-o da solidão. Portanto, este conto evidência o conflito entre a essência (a alma interior) e a aparência (alma exterior). O conto é bastante interessante porque uma vez mais mostra a inquietação do homem em saber a sua origem ou mesmo em conhecer a sua alma.
 
 
Albertina Lopes
 
Para a partilha do mês de Junho escolhi uma brochura publicada pela watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania em 2010, essa brochura tem como objectivo responder cinco perguntas sobre a origem da vida.
Eu recomendaria a mesma para leitura porque ela é muito pragmática. As respostas são sempre baseadas em:
O que muitos cientistas dizem?
O que a Bíblia diz?
O que as evidências indicam?
A primeira pergunta é Como a vida começou? Sobre O que muitos cientistas dizem é que toda a vida na Terra se originou por acaso de uma ou mais dessas primeiras células “simples”. O que as evidências indicam: que é fato comprovado e indiscutível que seres vivos surgem de outros seres vivos.
A sequencia é sempre a mesma, pergunta e três pontos de vista ou/e fatos. A segunda pergunta é Existem formas de vida realmente simples? A terceira, De onde vieram as instruções? Essa terceira é baseada na análise do ADN. A quarta pergunta é Será que toda vida tem um ancestral em comum? E por último a quinta pergunta é Faz sentido acreditar na Bíblia? Essa última incentiva os leitores a não apenas ler a bíblia mas também a estudar o que ela diz e comparar com as evidências.  
 
Alexandre Moreira
 
Resumo do livro “O Pequeno Herói”
 O pequeno herói é um romance que foi escrito no presídio de Sampetersburgo pelo escritor russo Fédor Mikhailovitch Dostoievski, quando este foi sujeito à solitária em 1849, e só publicado em 1857.
O romance tem esse título, porque um rapaz de 11 anos de idade consegue ultrapassar alguns dos seus maiores receios graças às ganas irreflectidas, próprias da sua idade.
O autor faz o retrato da vida de um rapaz de 11 anos de idade, que sente os instintos próprios provocarem-lhe as naturais e confusas reacções de atracção e paixão pelo sexo feminino. Como é natural, nessa idade o menino não sabe nada relacionado com o sexo oposto, e naquela época meados do século XIX, a sociedade moscovita era muito conservadora. O rapaz não tinha ninguém com quem se desabafar, apenas a travesseira da sua cama. Ele começa a compreender os seus sentimentos quando passa uma temporada à propriedade de um parente seu, que ficava localizada nos arredores de  Moscovo, onde vê-se cercado por todo o tipo de pessoas. Ali é perseguido por uma bela loura, fútil, porém alegre e graciosa, que o atormenta, sua amiga Madame Natalie M. calada e reservada, embora atenta e amorosa, por quem se vê apaixonado ao observar seu estranho comportamento.
Madame Natalie M. era uma morena casada, porém infeliz no seu casamento, por isso ela traía o marido. O rapaz de onze anos descobre o seu romance, quando ela se despede do amante no bosque. O rapaz repara que a mulher deixa cair uma carta de amor que lhe tinha sido dada pelo amante, procura uma ocasião propícia para lha entregar. Decide esconder a carta dentro de um ramalhete de flores, e o entrega à mulher que agradecida beija-o, e ele sente que se transformou em homem.
Esse romance é prova que não escolhemos o momento e nem a pessoa pela qual nos apaixonamos, e que não há uma idade certa para se apaixonar. Também mostra-nos que a chave do sucesso é o acreditar, mesmo que os nossos objectivos pareçam ser os mais impossíveis.
 
 
 
Missilde Fonseca
 
O Casamento e a Família
Este livro é uma adaptação de vários livros religiosos principalmente os da autora Ellen White.
O livro fala-nos da relação familiar e conjugal e mostra a importância de um lar bem estruturada em que se cultivam as afeiçoes em vez de serem estudadamente reprimida. Diz que os pais devem dar aos filhos um exemplo precioso e vivo do que desejam que eles sejam, ainda lança um desafio aos pais que devem ensinar aos seus filhos a respeitarem a si mesmos, a serem leais para com Deus e leais aos princípios; ensinai- os a respeitar e obedecer à lei de Deus.
Afirma que mesmo uma pessoa sendo de uma família pobre isso não justifica a falta de asseio, e que os pais devem manter os seus filhos sempre asseados, como diz uma passagem na Bíblia, o nosso corpo é templo do espírito santo.
Para que o filho esteja sempre em casa os pais devem fazer do lar o lugar mais atractivo do mundo.
O autor faz a comparação entre o lar de uma família com o lar que ele preparou para os nossos primeiros pais, ou seja, de acordo com a estória, o jardim do Éden foi um lugar bem aconchegante, agradável e fora de perigo para Adão e Eva. Com isso, esta passagem nos diz que como pais devemos dar ao nosso filho um lar em que eles se sintam à-vontade, feliz e que não desperta neles a vontade de ir para fora procurar um lugar que eles chamam de melhor, por exemplo, morar na rua.
Aprendi muito com esse livro, no que se diz respeito à criação do filho. Entendi que os filhos são frutos da educação da parte dos pais, principalmente se criarmos os nossos filhos com a ajuda divina, ou seja, obedecer as regras de uma boa criação que a bíblia nos transmite.
 
 
 
Jailton Pereira
 
Livro: “O Caçador de Pipas” de Khaled Hosseini
Amir era um garoto que cresceu no Afeganistão. Sua mãe morreu durante o seu parto, sua relação com seu pai, Baba, é formal demais e seu melhor amigo é Hassan, um garoto hazara de lábio leporino, filho do empregado da família, Ali. Amir não entendia o afecto que seu pai demonstrava ter por Hassan, afecto esse que resultou numa plástica, paga por Baba, para corrigir o defeito de nascença do garoto, quando este fez doze anos.
O amigo de Amir é um dos destaques do anual campeonato de pipas, que marca o início do inverno em Cabul.
Amir é campeão na competição e Hassan é um talentoso caçador de pipas, alguém que apanha as pipas caídas para exibi-las como troféus.
Em seus doze anos, Amir finalmente ganha a estima do seu pai por ter vencido a competição. Infelizmente, quando Hassan corre para apanhar a última pipa, ele encontra Assef. Amir vai a procura do seu amigo e acaba testemunhando Hassan sendo brutalmente violado por Assef. Falta, a Amir, coragem para intervir e ele prefere manter seu conhecimento sobre o fato em segredo. No entanto, a culpa que ele passou a sentir perante à sua inactividade naquele momento, envenenava lentamente o seu relacionamento com Hassan.
No seu aniversário de treze anos, Amir recebe diversos presentes do seu pai e dos amigos deste. Entretanto, um deles é particularmente especial: um caderno em branco que ganhara do amigo e sócio do seu pai, Rahim Khan, para que ele escrevesse suas histórias.
Não podendo mais tolerar a presença de Hassan em sua casa, Amir prepara uma armadilha para seu amigo, escondendo dinheiro e um relógio de pulso sob o colchão de Hassan para incriminá-lo. Apesar de ser inocente, Hassan prefere confessar o roubo a complicar seu amigo. Ali se sente forçado a deixar a família, a qual serviu durante muitos anos, e se mudar para a remota Hazarajat, apesar dos protestos e lágrimas de Baba. Ainda que Amir nunca mais tivesse visto Hassan novamente, ele se vê constantemente atormentado por tê-lo traído.
Em 1980, Amir e seu pai deixam o Afeganistão, vão para Peshawar, no Paquistão, e, em seguida, para os EUA, escapando do novo regime soviético.
Em 1984, Amir e Baba estão morando em Fremont, Califórnia, EUA. Baba trabalha em um posto de gasolina e ganha um dinheiro extra vendendo sucatas em uma feira aos domingos, almejando pôr seu filho numa faculdade. Baba é diagnosticado com um câncer no pulmão. Amir conhece Soraya Taheri, com quem se casa mais tarde. Eles têm um casamento tradicional. Soraya se muda para a casa de Amir e cuida de Baba até ele morrer.
Os anos se passam. Amir embarca em uma bem-sucedida carreira como romancista. Ele e Soraya não podem ter filhos e relutam em adoptar uma criança.
Em 1999, quinze anos depois da morte de Baba, Amir recebe um telefonema de Rahim Khan, que vivia em Peshawar. Amir viaja para o Paquistão para encontrá-lo. Rahim revela a Amir tudo o que aconteceu no Afeganistão depois da guerra civil.
Rahim se mudou para o antigo casarão de Baba, levando consigo Hassan, a mulher e o filho de Hassan, Sohrab. Dez anos depois, ele deixa Cabul e vai para o Paquistão. Hassan e sua mulher foram assassinados por um soldado taliban. Seu filho foi levado para um orfanato.
Rahim Khan pede a Amir que ele retorne ao Afeganistão para resgatar Sohrab. Para persuadi-lo, Rahim revela um segredo de família: Ali era estéril e Baba era o verdadeiro pai de Hassan, fazendo com que Amir e Hassan fossem meios-irmãos e Sohrab fosse meio-sobrinho de Amir.
Após relutar muito, Amir retorna a uma Cabul controlada pelo Taliban para procurar por seu sobrinho. Ele localiza o orfanato e é informado que o garoto fora levado por um oficial Taliban, que o usa como escravo sexual. Amir acha o oficial e pergunta por Sohrab, no entanto, o oficial é Assef. Eles brigam na frente do garoto e, se não fosse Sohrab ameaçando atirar no olho esquerdo de Assef com um estilingue e cumprido sua ameaça, Amir teria morrido.
Amir e Sohrab fogem para o Paquistão, onde ele decide adoptar o garoto, mas encontra a oposição das autoridades americanas locais. Amir conta a Sohrab que talvez tenha de colocá-lo em um orfanato temporariamente. Com medo de receber o mesmo tratamento cruel que recebera no Afeganistão, Sohrab tenta o suicídio ao cortar seus pulsos. Amir descobre Sohrab a tempo, quando corre para contá-lo que sua mulher, nos EUA, encontrou uma forma de levar o garoto para a América.
O livro acaba com Amir e Sohrab de volta aos EUA. Sohrab está emocionalmente abalado e procura não falar. O dia de ano novo afegão é celebrado com uma competição de pipas, e Amir compra uma. Ele usa uma das antigas manhas de Hassan para derrubar uma pipa adversária. Nesse momento, um pequeno sorriso de Sohrab enche Amir de alegria: uma pipa voando foi o começo do descongelamento das emoções de Sohrab, e Amir, finalmente, se sente libertado da culpa que carregara consigo desde a infância.
Bom apôs a leitura deste livro, pude ver que alguns afegãos viviam e o resto sobrevivia. Lá não existe direitos humanos. Os afegãos são maus com eles mesmos: os talibans tomaram o poder e ao invés de melhorar as condições de vida dos seu povos, fizeram pior de que os soviéticos.
Em relação às personagens, o autor mostra que nunca é tarde para redimirmos dos nossos erros. Mesmo que fujamos, as lembranças nunca nos deixará.  
 
 
 
Thelma Afonso
 
História de Bakhita é um livro de verídica publicada pela èditions du signe da autora Augusta Curreli. Bakita é uma menina que vivia no sudão na aldeia Olgoss, vivia feliz na sua tribo , com os pais e os irmãozinhos, até que certo dia tinha ela ida acompanhada da mãe ao campo. Quando negreiros invadiram a sua tribo e capturando, homens mulheres e crianças para serem vendidos como escravos, apesar de ela ter escapado a ira dos negreiros, ficou muito triste por ver a sua tribo completamente destruída e a sua família desmembrada. O pesadelo não tinha acabado, dois anos depois, estava Bakhita, no campo, com a amiga, quando dois negreiros, apareceram, capturam-nas levaram-nas a aldeia deles, prenderam-nas num lugar escuro por dois dias sem direito á agua e muito menos a comida. Logo que apareceu uma oportunidade elas tentaram fugir, tentativas falhadas, pois foram capturadas por outros negreiros, que dias depois vendera— as ao comerciante árabe. Depois de dias atravessando o deserto, debaixo de um sol ardente, sob área escaldante, e peso do chicote a costa, chegaram a arabia, ela pois de muito injuriada fora comprada por um senhor árabe que tinha duas filhas, que gostavam muito dela, ela ganhou gosto em servi-las. Tudo estava bem, até certo dia ela ter partido uma jarra ao tentar servir o filho do senhor, o jovem árabe a espanco, e pediu que o pai lha vendesse de volta. E assim foi feito, desta vez ela foi comprada por um senhor italiano que estava na cidade, a sua sorte tinha mudado, apesar de continuar escrava ali ela tinha mais liberdade, ela trabalhava como camareira ajudante e era tratada com respeito. Tudo permaneceu bem, até anunciar-se de que mercenários estavam chegando a cidade para domina-la. O seu senhor decidiu partir a Itália. Que destino reservara para a pobre Bahkita? Por sua sorte depois de tanta insistência, apesar de incerto do que estava a fazer, o seu senhor á levara a Itália com ele. Ao chegar lá a mulher do senhor mostrou-se pouco satisfeita com a decidi cisão do marido. Bakhita temia o que lhe ia acontecer. Por sua sorte a mulher, decidiu deixa-la ficar em sua casa e cuidar da sua filha. Ali Bakhita não era mais escrava, mas sim empregada, ela pode aprender sobre o catolicismo, e decidiu entregar a sua vida a Deus, entrando na congregação das irmãs. Durante a guerra de 1915-1918 ela cuidou dos soldados feridos com todo o seu coração. E de todos que ela encontrou durante a sua vida, ela testemunhou a amor de Deus. Em 17 de maio de 1992, Josefina Bakhita foi declarada, beata pelo papa João II.
Essa é uma história muito triste, pois faz referência a escravatura, um dos capítulos mais desumanos e vergonhosos da história da humanidade. Mas ao mesmo tempo uma história de coragem, determinação e compaixão. Apesar de todos sofrimentos e desgostos Bakhita ele mostrou compaixão ao irmos brancas. Ela não desistiu e acreditou que ainda existia justiça nesse mundo.
 
 
 
Elizangela Martins
 
Titulo: “uma aventura na Foz do Arelho”
Autor: António Manuel Barata Tavares
Edição: 1990
Editora: Edições Paulistas
 
       A história e sobre quatro jovens que durante as suas férias na Foz do Arelho, viveram uma emocionante aventura, juntando a sua inteligência e o poder de investigação em desvendar mistérios e denunciar comportamentos inaceitáveis e condenáveis de alguns adultos.
Joana e Pedro são primos e foram passar férias com Catarina e Nuno que são irmãos numa casa de praia dos pais de Catarina e Nuno na Foz do Arelho. Os quatro estavam tão emocionados que nem conseguiam dormir na primeira noite; na noite seguinte o problema já não era o entusiasmo mas o uivado que não conseguiam identificar do que era, nem mesmo a dona Alzira que cuidava da casa e morava ali há bastante tempo. A caseira que nunca tinha escutado nada parecido com aquilo ficou muito preocupada com os miúdos que tentaram jogar pingue-pongue para ignorar os uivos que aumentavam cada vez mais.
 A dona Alzira acordou bem cedo, preparou o pequeno-almoço e foi chamar os meninos mas não os encontrou, pois já tinham saído para explorar a paisagem que segundo a Catarina era muito bela. A tardinha Nuno teve a feliz ideia de dar um mergulho nocturno e revelou-a aos amigos que concordaram. Esperaram que a dona Alzira adormecesse e foram para a praia. Lá, enquanto se preparavam para entrar na água, ouviram de novo aquele uivo e viram sinais de luzes que se acendia e se apagava durante algum tempo. Murmuravam entre si os quatro que não sabiam do que se tratava. Minutos depois voltaram a ver luzes do outro lado da praia com a mesma intensidade que respondia a chamada do outro e ficaram aterrorizados. Viram dois homens se aproximando da praia e foram esconder-se atrás de um arbusto com medo. Já escondidos viram um iate lá no meio do mar e dele saíram três homens que transportavam caixas de madeira e falando baixinho perguntavam entre si “ serão contrabandistas”.
Os miúdos voltaram para casa mas não dormiram, a preocupação era grande e anoite também. Finalmente amanheceu, disse a Joana ansiosa para ir descobrir o que se passara na noite anterior. No caminho viram uma esplanada bem perto da praia onde tinham visto aquelas coisas estranhas e foram perguntar ao dono, que por acaso era um dos homens que transportavam caixas, se não tem percebido nada de estranho por aquelas bandas. O homem desconfiado respondeu que “só estou ca há três meses mas não tenho anotado nada de estranho”, Catarina estava quase certa de conhecia a voz do dono da esplanada pois ouvira ele e mais dois a falar na noite que foram dar mergulho. Mas os miúdos não convenceram e foram atrás de mais pistas e acabaram por ficar ali na praia até descobrirem o esquema.
Traçaram um plano sem contar a ninguém: Pedro e catarina vão seguir os bandidos para ver para onde vão e eu e a Joana ficamos aqui para vigiar os que ficam no iate e levem este radiotelefone, ordenou o Nuno. Enquanto Pedro e catarina seguiam os bandidos até um armazém abandonado um pouco distante da praia, Nuno foi até ao pé do iate e cortou o tubo de combustível de modo que os bandidos não fugissem. No armazém Pedro viu as mesmas caixas que viram na praia e disse para a sua amiga “vou entrar”, mas catarina temia a vida do amigo e disse “ vou contigo”. Os dois entraram lá dentro e o bandido trancou-os sem os terem visto. Ficaram por lá cerca de vinte minutos que era o tempo que dava para os bandidos irem até ao iate e voltarem, e Nuno ficou preocupado porque viu os homens e não os seus amigos. Enquanto presos, catarina e Pedro abriram as caixas uma a uma e descobriram que essas continham artes valiosas com marcas do “British Musean” e decidiram chamar a polícia. Quando os bandidos voltaram para descarregar as caixas e juntamente com eles a Joana e o Nuno, encontraram a polícia já no local. Tentaram fugir mas em vão porque graças aos miúdos o lugar estava cercado de polícias que prenderam os traficantes de arte sem mais demoras.
Por fim o dono das artes, um italiano de muito sucesso ficou satisfeito por ter recuperado os seus bens e quis agradecer os miúdos que não continham as emoções, pois segundo a polícia fizeram numa noite o trabalho que a polícia internacional não conseguiu fazer em dois anos. O dono das artes e a sua esposa convidaram os miúdos a visitarem a sua casa no Mónaco onde vivem com toda a sua família. Os miúdos aceitarem e já têm as suas malas prontas.     
 
Leisa  Tavares
 
Samuel saiu, há muitos anos atrás, da ilha das flores (Brava) para viver em Santiago concretamente na Praia- Vila Nova. Ele vive com as duas filhas levianas e temperadas, Isabela e Zizi, ainda novas na flor da juventude abandonadas pelas mães diferentes. Ele é um negociador de reses (gados) e é com esse que sustenta as duas filhas e ainda paga a empregada Ana que ajuda nas tarefas domésticas porque as filhas nem sequer sabem lavar direito a loiça.
    Do outro lado de Santiago, em São Domingos, mora a Maninha e a insuportável madrinha Manadona que decidiu morar com a afilhada e tomar conta dela porque essa é nova e perdeu o marido muito cedo. Maninha é uma desejável donzela que casou muito cedo, com apenas 20 anos de idade, com o Patrício também jovem e muito trabalhador, mas que por falta de sorte morreu poucos meses depois do casamento e deixou a mulher virgem e com muita riqueza. Manadona supervisionava todos os passos da afilhada inclusive não podia ter amigas e muito menos amigos. A menina não saía de casa e só ia à missa aos domingos e acompanhada pela madrinha, mas tinha a Lena, a costureira caseira com quem a donzela confidenciava todos os segredinhos inclusive de quão chato é tocar de preto todos os dias de pé à cabeça. De tanto obedecer a madrinha e da falta de privacidade, a Maninha resolveu pôr um fim nos mandamentos da madrinha e a partir daquele momento a madrinha só tomava conta dos assuntos que diz respeito aos gados e empregados domésticos excepto a Lena. Já passavam dez anos que o marido morreu e não recebera nenhuma visita de homem qualquer na sua casa e não trocou a traje a não ser os chales, lenços, e saias pretas e compridas. Ela só ia à igreja e hospital se for o caso, por isso o médico e até o pároco sentiam falta da donzela se esta durar em aparecer. Ela mudou as mobílias do quarto e trocou o guarda-fato enchendo-o de vestuários modernos e elegantes.
Manadona sentia se obrigada a deixar a afilhada em paz com a sua vida e agora só tinha de se preocupar com a lavoura, gados, e empregados. As-águas eram boas e não se queixavam falta de pastos nem de água para os animais, por isso esses não paravam de reproduzir e cada vez mais. Manadona tinha de arranjar alguém para vender algumas cabeças de vacas, cabras, e carneiros e de repente veio lhe a ideia de que tinha um velho amigo, negociador de reses, de nome Samuel que mora em Vila-Nova. Mandou-lhe um recado convidando-o para a visitar e dar uma olhadela nos animais e depois fazer negócios.
Naquele dia o Samuel estava zangado com as filhas, inclusive a Isabela que andava de namoricos com rapazes da redondeza e encontrava-se temperada demais para o gosto do pai. De repente chegou o Mimoso, amigo e vizinho, dando lhe o recado da Manadona e o Samuel nem pensou duas vezes para decidir. Pois, ouvia rumores de que todos os rapazes da comunidade estavam com um forte desejo de ter a formosa e delicada viúva. Era uma grande oportunidade dele ser o primeiro homem a botar os pés na casa da donzela como um hóspede. Levantou-se num domingo bem cedinho e caprichou para chegar ao São Domingos com novo visual.
A Manadona avisou a Maninha de que iriam ter uma visitinha rápida de um negociador de reses no domingo depois da missa e na hora do almoço. Maninha, disfarçadamente vibrou de felicidade porque queria pelo menos conhecer um homem só para lhe despertar a alegria de viver como uma mulher. Foi correndo para contar a Lena de que finalmente vai ter uma visita masculina em sua casa e Lena escolheu um vestido perfeito para ela usar naquele domingo. Ao sair da missa o Samuel estava do outro lado da rua à espera das senhoras e como a Manadona lhe tinha avisado que havia almoço, ele não podia recusar e por isso tinha de levar alguns doces e bolinhos para a sobremesa. Logo que o Samuel chegou na Manadona, a Maninha lembrou se de que tinha conhecido o rapaz e que era uma fã admiradora do Samuel enquanto era jogador. Chegaram a casa e a visita não foi lá muito boa porque Samuel e Maninha tiveram uma pequena desavença por causa de um elogio que o Samuel lhe fizera, mas também ela já estava descostumada com elogios daquelas. O tempo foi passando lentamente e o Samuel tornou-se um fiel religioso e sempre visitando a Maninha e a Manadona. A amizade tornava cada dia mais forte entre eles e a Manadona não estava nada satisfeita com visitas surpresas de Samuel e segredinhos entre a Lena e a Manadona.
Era no mês de Maio e as festas continuavam em sequências. O Samuel e a Maninha estavam loucamente apaixonados um pelo outro até ao ponto de Samuel não aguentar mais passar muitos dias em Vila-Nova sem desfrutar do amor da donzela. A Manadona tinha marcado de ir passar a festa de 13 de Maio em Assomada com os familiares e amigos, mas lhe pesava muito deixar a Maninha sem segurança e sob olhos dos malandros. A Lena juntamente com a Maninha procuravam encorajar a madrinha que fosse passar as festas e que tudo ficará sob controle. Elas também já tinham planejado de chamar o Samuel para passar a noite do dia 12  na casa da Maninha , no seu quarto, e em cima da sua cama. O tempo parecia de chuva, mas a madrinha arranjou e foi para Assomada bem cedo. Chegou a hora da Maninha preparar a casa toda e o seu visual porque estava preste a chegar a hora mais desejada da sua vida e finalmente a viúva virgem de 31 anos de idade vai desencalhar de uma vez para sempre.
Do outro lado, em Vila-Nova, o Samuel esperava ansiosamente a moderação da chuva que parecia não querer parar nunca mais. Não só o pai, mas também a filha Isabela estava impaciente de ver a chuva parar para encontrar com o namorado porque esta lhe prometeu uma noite inesquecível e o orgasmo estava a ponto de explodir. Acabaram de tomar o banho para sair, mas a Isabela só tinha vestido a combinação e não vestiu a calcinha porque ia dormir e o dilúvio não lhe deixara sair e então começaram a contar das noites incríveis que andavam a espreitar o pai a ter relações sexuais com a Ana, a tal empregada, às escondidas e os gemidos eram altos que elas também não aguentavam o desejo sexual. Quase 6 da tarde e a chuva tornou num verdadeiro dilúvio com trovoadas, relâmpagos e cheias e de repente um forte relâmpago e as meninas correram gritando em direção ao quarto do pai que não conseguia pregar o olho só de pensar na injustiça das as-águas. Deitaram todas juntinhas com o pai e todos acabaram por dormir. Eram sonhos eróticos por todos os lados… Maninha acabou por dormir toda cheirosa e num lingerie vermelha decorando todas as lições sexuais que a Lena lhe ensinara. De repente apareceu na quarto dela Samuel vestido de cuecas oferecendo fazer companhia na sua cama. Cheia de cerimónias, aceitou e as carícias começaram dos pés à cabeça sem esquecer dos seios nunca tocados e das ancas conhecidas só debaixo dos vestidos. Eram beijos por todo o lado e até as mãos já começaram por entrar debaixo das cuecas e calcinhas e a coisa já começou a sair do controle. Já está na hora da Maninha perder a virgindade ferrugenta e o Samuel começou a penetrar o pênis na donzela, ma estava difícil. A Maninha parecia feliz, mas a dor ainda era maior. Começou gemidos, chorinhos, e soluços e o Samuel tornava mais obcecado. O choro começou a tornar mais forte e mais alto, cada vez mais alto. O Samuel chamou a Maninha baixinho, mas mesmo assim ela não parava e o choro parecia de mais de uma pessoa. Ele levantou a cabeça para certificar e notou casa cheia de pessoas e ao lado dele a Zizi a gritar e debaixo dele a Isabela desmaiada e entornada de sangue e uma roda de esperma. Ele saltou de espanto e estavam todos vendo para ele, alguns vizinhos, Mimoso, Ana, e ordenou-lhes que saíssem todos pra rua e levar Isabela e Zizi. Ficou sozinho no quarto, puxou um revólver calibre 38 e se matou.
O sonho estava tão maravilhoso que a Maninha amanheceu na cama e foi acordada com pancadas na janela. Levantou espantada chamando por Samuel pensando que era a Manadona na janela e que iria matar lhes de tal ato. Não tinha Samuel nem Manadona, mas a Lena que tinha combinado de lhe acompanhar para ir a Vila-Nova. Mal desceram de carro, era gritos por todo o lado. Casa de Samuel estava rodeada de pessoas com choros e gritos, e ninguém sabe como é que a Maninha chegou lá num piscar de olhos. Perguntou o que é que tinha acontecido e responderam que o Samuel se matou, mas ela disse que não acreditava porque é mentira e que o Samuel passou a noite com ela. Começou a delirar e a falar muitas barbaridades até que desmaiou e foi levada para o hospital.
 
 
Anísio Almeida 
 
Livro- Viagens na Minha Terra
Autor- Almeida Garret
Podemos considerar o livro um Romance histórico desenvolvido em 49 capítulos. Como personagens principais do livro temos a Joaninha, o Carlos, a avó da Joaninha-Dona Francisca, Frei Dinis e Georgina. A história é situada no sec XIX, entre Lisboa e Santarém e o narrador é participante. Garret durante a sua viagem entre esses dois pontos históricos embarca numa outra viagem e conta-nos a história de amor de Carlos e Joaninha. Os dois eram primos e partilhavam a mesma avó, Carlos vivia em Lisboa e fazia parte do exército de Dão Pedro, Joaninha vivia com a avó e eram frequentemente visitadas pelo Frei Dinis que levava notícias de Carlos. Durante a leitura percebe-se que há um segredo entre o frei Dinis e a avó, e talvez esse segredo seja o motivo pela qual Carlos não visita a sua família com frequência. Por outro lado ele estava numa relação com outra moça de Lisboa que se chamava D.Georgina uma fidalga da corte. Carlos era soldado da corte e em 1833 os constitucionalistas e os realistas entraram em guerra. Depois de Carlos ser ferido na guerra, Joaninha cura-o as feridas, e Carlos fica dividido entre esta e Georgina, já sem certeza de que ama a ultima. Depois de recuperar Carlos parte outra vez para junto das suas tropas mas não sem antes passar pela casa da avó para interroga-la sobre fatos pouco esclarecidos da vida dele. A avó revela-lhe que Frei Dinis é seu pai, que sua mãe morreu de desgosto e que para se defender Frei Dinis matou o pai da Joaninha e o marido da sua amante. Deixando Joaninha desolada Carlos parte para Lisboa e tempos depois escreve a prima contando do romance com Georgina. Com o tempo Carlos torna-se barão e Georgina Abadessa, mas ele abandona-a. Joaninha morre de desgosto e Frei Dinis cuida da avó cega até a morte.
Considerada uma das melhores obras de Garret, o romance é rico em descrições dando a ideia de realidade e puxando o leitor para dentro das acções. Gostei muito, porque foi um livro de fácil leitura, repleto de acções bem estruturadas e sequenciadas. Da ideia de que cada coisa acontece no tempo em que deveria acontecer. 
 
 
 
Ermelindo Gomes               
O Primo Basílio-Eça de Queirós
Luísa casara-se com o engenheiro Jorge, apesar de não amá-lo. Tendo que viajar para o Alentejo, Jorge deixa a esposa em Lisboa, sozinha, entregue a uma vida de tédio, pois Luísa não tem nenhuma ocupação. Um dia, recebe a visita de seu primo Basílio, antigo namorado, recém-chegado do Brasil. Tornam-se amantes em pouco tempo, encontrando-se frequentemente em um quarto alugado especialmente para esse fim amoroso. Logo a criada Juliana descobre o relacionamento e intercepta a correspondência da patroa, escondendo as cartas comprometedoras de Luísa a Basílio.
A criada passa a fazer chantagem com a patroa, e Luísa, desesperada, propõe a Basílio que fujam. Este não aceita a proposta da amante e parte sozinho para Paris. À mercê da empregada, Luísa torna-se pouco a pouco uma verdadeira presa nas mãos de Juliana: é obrigada a fazer o serviço doméstico em lugar da criada e sua situação fica insustentável. Jorge retorna do Alentejo e estranha bastante a situação da esposa.
Luísa, desesperada, procura o amigo Sebastião e pede-lhe ajuda. Sebastião pressiona Juliana e recupera as cartas comprometedoras. A criada morre. Luísa fica doente em seguida. Um dia recebe uma carta de Basílio, que Jorge lê e toma conhecimento das relações entre a esposa e o primo. Quase convalescente, a moça tem uma recaída, delirando e entrando em estado irrecuperável e termina por falecer.
Primeiramente, gostei imenso desse livro, pois ele fala de um história amorosa muito triste, não só porque a Luísa falece, mas também porque durante quase toda a história ela sofre uma chantagem da sua própria empregada. Por outro lado tirei que a conclusão que a traição e a mentira são dois inimigos da felicidade, porque a Luísa traiu o marido e ainda escondeu a traição, para tentar ser  feliz ao lado do marido, mas nem por isso a sua vida tive um final feliz.
 
Carlos Vieira.                                
 
O Anticristo, Nietzsche     
 
Nesse livro Nietzsche trata especificamente da questão do cristianismo.O autor já começa questionando o que é o bom? O que é o mau? O que é a felicidade? E parte daí para uma complexa rede de argumentação onde demonstra como a religião cristã se apoderou de fraquezas do espírito, tornando-as sua força, invertendo os valores da Antiguidade. Ainda o autor diz que a compaixão é vista como a principal fraqueza do homem, pois é contrária aos impulsos vitais mais básicos e naturais. A maneira de agregar os excluídos é um vício do qual o Império Romano se contagiou, a ponto de declarar legal, e depois oficial, a religião dos plebeus.     Nietzsche ataca o teólogo, a figura que cria essa religião antinatural; ataca o psicologismo deturpado que perpetuou a religião cristã. Chega a afirmar que “o único cristão que existiu morreu na cruz”. Os valores éticos do cristianismo são os valores do plebeu, do excluído, movidos pelo ódio aos nobres e não por amor ao próximo. A noção de pecado, juízo final, alma, punição e outros, são todas armadilhas do espírito. O cristão fica preso nessa teia engendrada para dominar as vontades livres e “igualar” os seres humanos. Ele demonstra ao longo do livro seu conhecimento das Escrituras e seu argumento se torna mais forte. Deus é visto com várias faces, várias maneiras de agir. Refletem as ideias de cada tempo e cada necessidade das classes sacerdotais judaicas. O fato do mundo ter se tornado cristã o irrita, pois demonstra uma fraqueza de espírito que ele não consegue suportar
 
Confesso que eu tinha muita vontade de ler esse livro, pois embora sabia que era uma crítica ao cristianismo, queria saber de que forma o Nietzsche fundamentou essa crítica. Gostei imenso do livro visto que ele traz consigo não só as críticas mas também as respectivas justificações. Particularmente, acho que todos os cristãos deveram ler esse livro para conhecerem melhor o outro lado do cristianismo. 
 
 
Djeison Borges
 
Titulo:Eclipse
Autor: Stephenie Meyer
É 13 de Setembro, um dos dias mais temidos por Bella, por ser seu aniversário, ela odeia este dia porque ela com 18 anos será sempre mais velha que Edward. Contra a sua vontade, Alice Cullen prepara uma festa surpresa, presentes incluidos. Ao abrir um deles, Bella corta-se acidentalmente com o papel e Jasper, o vampiro com mais dificuldade em se conter ao cheiro de sangue, não consegue evitar e tenta atacá-la. É por esse motivo que Edward e sua família vão embora de Forks; ele teme que esteja colocando a vida dela em perigo. Bella entra em uma depressão profunda por vários meses depois que ele parte, até que ela desenvolve uma forte amizade com Jacob Black, que mais tarde se revela um lobisomem. Jacob e os outros lobisomens de sua vila devem protegê-la de Victoria, uma vampira má que pretende se vingar de Edward por ele ter matado James, matando Bella. Com os acontecimentos, descobre que quando está em perigo, ou quando sente adrenalina, escuta a voz de Edward, que ela julga ser uma alucinação, falando dentro de sua cabeça. Para nunca esquecer a voz dele, envolve-se em perigosas atividades, como guiar motos e fazer queda livre. Numa destas atividades, Bella quase se afoga no mar, mas é salva por Jacob. Alice vê Bella atirar-se do penhasco e Edward pensa que Bella está realmente morta. Desesperado, ele decide então acabar com sua existência, apelando para os Volturi, um grupo que representa espécie de ‘realeza’ entre os vampiros e aplica ‘leis’ para manter sua espécie em segredo. Ele vai a Volterra, Itália, procurando pelos Volturi, mas Bella o detém. Eles se encontram com os Volturi antes de retornarem para Forks e Aro, seu lider, demonstra um interesse especial em Bella, considerando que seu conhecimento sobre os vampiros pode colocar sua espécie em perigo e exigindo que ela seja morta ou transformada em vampira também.

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